Portugal vai “tentar aproveitar a oportunidade e fazer história”
Taça Davis
3 de fev. de 2023, 13:01
— Lusa/AO Online
A
equipa nacional, composta por João Sousa (84.º ATP), Nuno Borges
(105.º), Frederico Silva (220.º), Gastão Elias (246.º) e Francisco
Cabral (62.º no ‘ranking’ pares), vai defrontar os checos Jiri Lehecka
(39.º), Tomas Machac (122.º), Vit Kopriva (160.º), Jakub Mensik (396.º) e
Adam Pavlasek (78.º em pares), este sábado e domingo, no ‘play-off’ de
apuramento e, em caso de vitória, disputará pela primeira vez as finais
da Taça Davis.“A experiência conta e na
última eliminatória contou [contra o Brasil]. Mas acho que o mais
importante é ver a disponibilidade dos jogadores, como encararam a
eliminatória e este sentimento. O que se sente é que queremos mesmo
ganhar. Depois, no campo, há aquela bola que acaba por entrar, porque
queremos mesmo ganhar. Sinto isso nos jogadores e espero transportar
isso para campo. Sinto que os nossos jogadores querem mesmo ganhar. Sei
que vão dar o melhor. O sentimento que se vive é tentar oportunidade e
fazer história, porque já merecemos”, confessou o capitão.Na
antevisão ao duelo contra a República Checa, Rui Machado, de 38 anos,
adiantou esperar uma “eliminatória bastante difícil” contra um “país com
uma grande história na Taça Davis e uma tradição de ténis com grandes
resultados”.“Estamos a contar que venham
com essa experiência, tanto na equipa deles como nos jogadores. Vêm para
tentar ganhar. Mas sabemos que isto é Taça Davis, que o fator casa é
muito importante e é onde temos tido melhores resultados. Queremos
acreditar que isso nos vai ajudar, porque acreditamos muito nas nossas
capacidades. Acredito muito no nível que os nossos atletas conseguem
produzir. Podemos ganhar qualquer encontro. Podemos ganhar ou perder,
mas acredito que temos nível tenístico para disputar e ganhar qualquer
um dos encontros”, sublinhou o algarvio.Apesar
de já ter “uma ideia da equipa” que vai colocar em ação nos quatro
encontros de singulares e no desafio de pares, Machado preferiu não
revelar os eleitos, antes de falar com os jogadores e do sorteio que se
realiza na sexta-feira, mas garantiu que a seleção está a preparar-se da
“melhor maneira” e que “estão todos bem fisicamente”.Já
o capitão da República Checa, Jaroslav Navratil, lembrou ter deixado
Jiri Vesely (109.º) “em casa, porque está lesionado” e estar em Portugal
com uma equipa jovem para discutir uma eliminatória equilibrada.“Estamos
em Portugal com jovens jogadores, como Jiri Lehecka, que chegou aos
quartos de final no Open da Austrália, e também com Tomas Machac e Vit
Kopriva. Temos respeito pela equipa portuguesa, porque têm bons
jogadores, como Sousa, Borges e o jogador de pares, Cabral. Vai ser
muito equilibrado, as duas equipas têm oportunidade de ganhar. É
importante porque o vencedor vai às finais [da Taça Davis]”, frisou,
acrescentando que o “‘court’ é perfeito, é parecido com Roland Garros”.Será
a quarta vez que a seleção nacional vai tentar a presença na última
fase da competição, depois das derrotas em 1994 (Croácia), 2017
(Alemanha) e 2019 (Cazaquistão), esta última já no atual formato.Em
caso de vitória, Portugal garantirá, pela primeira vez na história, o
apuramento para a fase final da competição, agendada para a semana de 11
de setembro (fase de grupos), em quatro cidades a anunciar, onde
estarão 16 seleções em prova.