Portugal tem preparada força militar para missões de dissuasão da NATO
Ucrânia
24 de fev. de 2022, 11:07
— Lusa/AO Online
António
Costa falava em conferência de imprensa, em São Bento, depois de uma
reunião com os ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto
Santos Silva, da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e com o chefe do
Estado Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro.Esta
reunião destinou-se a preparar o Conselho Superior de Defesa Nacional,
convocado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.O primeiro-ministro sinalizou que
está reunido o Conselho do Atlântico Norte ao nível de embaixadores e
que definirá “qual é a medida de empenho de forças de dissuasão que a
NATO adotará para proteger todos os países membros da Aliança Atlântica
que têm fronteira com a Ucrânia ou que estão no conjunto de toda uma
vasta região que se estende da Islândia à Turquia”.“Como
é sabido, Portugal integra este ano as forças de reação rápida da NATO e
nesse quadro temos um conjunto de elementos que estão disponibilizados,
e a prontidão a cinco dias, para, se for essa a decisão do Conselho do
Atlântico Norte, serem colocados sob as ordens do comando da NATO para a
realização dessas missões de dissuasão”, disse.No entanto, logo a seguir, António Costa salientou que “a NATO não intervirá nem agirá na Ucrânia”.“E
a posição que a NATO terá e em que as forças portuguesas poderão estar
empenhadas são missões de dissuasão, em particular junto dos países da
NATO que têm fronteira com a Ucrânia", indicou, numa conferência de
imprensa em que teve ao seu lado Augusto Santos Silva, João Gomes
Cravinho e o almirante Silva Ribeiro.