Portugal tem 12.800 bombeiros e é 3.º pior da UE a investir em proteção contra fogos
26 de ago. de 2025, 17:52
— Lusa/AO Online
Dados publicados pelo
serviço estatístico da UE, o Eurostat, revelam que, em 2024, Portugal
dispunha de 12.800 bombeiros, o equivalente a 0,25% do emprego total no
país.Ao todo, no espaço comunitário, os
países da União Europeia em conjunto tinham no ano passado 390.600
bombeiros profissionais, representando 0,19% do emprego total da UE.Nesse ano, em comparação com 2023, o número de bombeiros aumentou em 28.200.Entre
os 20 países da UE com dados disponíveis, a Croácia registou a maior
proporção de bombeiros no total do emprego com 0,45%, seguindo-se a
Grécia com 0,41%, à frente da República Checa com 0,34%.As proporções mais baixas foram registadas nos Países Baixos (0,07%), Dinamarca (0,08%) e Suécia (0,10%).Na
UE, cerca de 75% de todos os bombeiros profissionais tinham entre 15 e
49 anos, sendo esta, de acordo com o Eurostat, “uma força de trabalho
visivelmente mais jovem em comparação com o total do emprego na UE, onde
apenas 64,8% dos trabalhadores pertencem a esse grupo etário”.Dados
também hoje publicados pelo gabinete estatístico da UE sobre o
investimento dos países europeus em serviços de proteção contra
incêndios em 2023 demonstram que Portugal foi o terceiro pior dos 27, ao
alocar a esta matéria uma percentagem de 0,3% das despesas
governamentais, a mesma que a Áustria.Só ficaram atrás da Dinamarca (0,1%) e de Malta (0,2%).Em
contrapartida, em 2023, a Roménia teve a maior proporção de despesa em
serviços de proteção contra incêndios, com 0,9% da despesa total do
governo, seguida pela Estónia e pela Grécia, com 0,7% cada.No
seu conjunto, em 2023, os governos da UE gastaram 40,6 mil milhões de
euros em serviços de proteção contra incêndios, refletindo um aumento de
8,5% na despesa pública com esta função em comparação com 2022 (quando
se registaram 37,4 mil milhões de euros).“O
aumento da despesa com serviços de proteção contra incêndios, em
valores absolutos, está em linha com os aumentos noutras funções, pelo
que os serviços de proteção contra incêndios têm representado de forma
consistente 0,5% da despesa total do governo desde 2017”, afirma ainda o
Eurostat.Os dados surgem quando Portugal
continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais de grande
dimensão desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.