Portugal sem indícios de incumprimento do acordo da Base das Lajes pelos EUA
Irão
Hoje 16:54
— Lusa/AO Online
“Não
tenho até este momento nenhuma informação que possa compaginar o
incumprimento dessas condições”, respondeu Luís Montenegro ao
secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, no início do debate
quinzenal, no parlamento.Antes, o líder
socialista tinha questionado se o primeiro-ministro podia garantir que
as condições colocadas para o uso da Base das Lajes foram asseguradas
antes do dia 28”, ou seja, antes da intervenção militar norte-americana
no Irão.“Essas condições estão a ser asseguradas hoje e vão ser asseguradas no futuro?”, perguntou logo a seguir José Luís Carneiro.De
acordo com o primeiro-ministro, em relação aos Estados Unidos e à
utilização da Base das Lajes, Portugal teve “um cumprimento escrupuloso
das normas legais e das normas que estão patentes no acordo bilateral”.“Fizemos antes
do dia 28 [de fevereiro] e, portanto, antes do ataque”, assegurou,
antes de procurar garantir que a Base das Lajes “não contribuiu para a
mobilização de forças militares” para essa operação.“Fomos
instados depois do ataque pelos Estados Unidos para emitirmos
autorização. Uma autorização concedida de forma condicionada e após
consultados os três maiores partidos com representação parlamentar”,
disse, numa alusão ao PSD, Chega e PS.Luís Montenegro adiantou que essa resposta de autorização condicional obedeceu aos princípios “do direito internacional”.“Ou
seja, que essas operações tenham natureza defensiva ou retaliatória,
que sejam operações necessárias e proporcionais e visem exclusivamente
alvos militares”, acrescentou.