Portugal registou 69 mortes em excesso durante alerta de calor
3 de jul. de 2025, 11:54
— Lusa/AO Online
“Durante o
período de alerta de tempo quente que teve início a 28 de junho de 2025
foi detetado um excesso de mortalidade, observando-se 69 óbitos em
excesso em Portugal Continental”, indicou a DGS.
De acordo com o índice Ícaro (que estima o impacto das temperaturas do
ar na mortalidade) de 2 de julho de 2025, a autoridade de saúde alerta
ser “previsível que se mantenha um impacto significativo do calor sobre a
mortalidade nos próximos três dias, podendo motivar uma revisão em alta
do excesso de mortalidade”.A DGS salienta
que o calor extremo é um fenómeno conhecido por ter potencial impacto
negativo na saúde, como consequência de desidratação e/ou de
descompensação de doenças crónicas, entre outros fatores.Antevendo
a onda de calor que viria a registar-se, a Direção-Geral de Saúde, de
acordo com as informações mais atualizadas do IPMA e dos restantes
parceiros, emitiu a 25 de junho de 2025, nas suas diferentes
plataformas, várias recomendações à população de proteção contra o
calor. A DGS refere que irá manter uma monitorização regular da situação, atualizando a informação sempre que necessário.Cerca
de um terço das estações meteorológicas de Portugal continental
ultrapassaram ou igualaram, no fim de semana, os seus anteriores máximos
históricos de temperatura máxima para o mês de junho, segundo o IPMA.No
domingo, foi atingido em Mora, Évora, um novo extremo absoluto para o
mês de junho em Portugal continental, com a estação meteorológica a
marcar 46,6 graus celsius (ºC).As 31
estações, de um total de 90, em que foram alcançados ou ultrapassados
máximos foram, além de Mora, Alvega com 46ºC (último máximo era de
45,4ºC), seguido de Alvalade, Coruche, Tomar, Pegões, Avis, Mértola,
Santarém, Amareleja, Reguengos, Beja, Proença a Nova, Zebreira,
Alcoutim, Estremoz, nelas, Chaves, Cabeceira de Bastos, Moimenta da
Beira, Arouca, cabril, Zambujeira, Vila Real, Viseu, Pampilhosa da
Serra, Vinhais, Lamas de Mouro, Foía e Montalegre, que alcançou os
34,4ºC (anterior máximo tinha sido de 34ºC em 20 de junho de 2003. Na
estação de Portalegre foi também ultrapassado, no domingo, o anterior
máximo absoluto da temperatura mínima do ar, em junho, com 31,5ºC.De
acordo com os dados do IPMA, ainda no domingo, cerca de 82% das
estações meteorológicas registaram valores de temperatura máxima do ar
superiores a 35°C e cerca de 37% das estações meteorológicas alcançaram
valores de temperatura máxima do ar superiores a 40°C.O
dia 29 foi o mais quente do mês com um valor médio de temperatura
máxima de 38,5°C (desvio em relação à média mensal de +11,8°C) e um
valor médio de temperatura mínima de 28,7°C (desvio em relação à média
mensal de +8,4°C).