Portugal registou 19 casos de sarampo este ano, nove desde outubro

Hoje 11:08 — Lusa/AO Online

“Atualmente, nenhum dos casos se encontra hospitalizado. Todos os doentes que necessitaram de internamento já tiveram alta clínica”, adiantou a autoridade de saúde em comunicado. Segundo a DGS, dos nove casos de sarampo identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo desde 6 de outubro, sete são adultos, um é uma criança e outro é um lactente com menos de um ano.“Dos nove casos, três são importados, não vacinados contra o sarampo, sem relação entre si e correspondem a pessoas com história recente de viagem a um país com elevada incidência de sarampo”, explicou a DGS.Os restantes seis casos são secundários, com origem num dos casos importados, sendo um deles referente a pessoa não vacinada, referiu a DGS, acrescentando que, à data, existem seis casos adicionais a aguardar os resultados da investigação laboratorial. De acordo a Direção-Geral da Saúde, estes casos confirmados têm gerado um elevado número de contactos. “A estes contactos tem sido efetuada a avaliação do estado vacinal, encaminhamento para administração de vacina ou imunoglobulina quando aplicável, e acompanhamento para identificação precoce de sinais e sintomas sugestivos de doença, para referenciação para cuidados de saúde em via dedicada”, sublinhou. A DGS afirmou que monitoriza em permanência a situação epidemiológica na Europa e no mundo, assegurando uma comunicação de proximidade com os profissionais de saúde em Portugal, alertando-os para a importância de manter um elevado grau de suspeição e para a necessidade da respetiva notificação no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), bem como da importância do aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação. Recordou que a vacinação contra o sarampo sempre teve uma adesão elevada em Portugal, sendo um dos principais fatores para a eliminação da doença e para a prevenção de surtos. “A proteção dos mais vulneráveis, que ainda não foram vacinados ou que não podem ser vacinados (bebés com menos de 12 meses, pessoas com imunossupressão, entre outros) depende de coberturas vacinais elevadas, traduzindo-se na imunidade de grupo”, alerta no comunicado. A DGS reforçou a importância da vacinação, recomendando à população que verifique o seu estado vacinal no boletim de vacinas e/ou na app SNS 24 e, se necessário, que se vacine. A vacina contra o sarampo faz parte do Programa Nacional de Vacinação, estando recomendada para pessoas com menos de 18 anos, devendo a primeira dose ser administrada entre 1 e os 4 anos (recomendada aos 12 meses) e a segunda entre os 5 e os 17 anos (recomendada aos 5 anos).Para os adultos que não estão vacinados e sem história credível de sarampo, é recomendada uma dose para os nascidos em 1970 e após essa data, exceto profissionais de saúde em que são aconselhadas duas doses. Já as pessoas nascidas antes de 1970, não necessitam de estar vacinados (exceto profissionais de saúde, 2 doses).A Direção-Geral da Saúde apela a quem tenha estado em contacto com um caso suspeito de sarampo e tem dúvidas, para ligar para o SNS 24 (808 24 24 24).Caso a pessoa apresente sinais ou sintomas sugestivos de sarampo (febre alta, tosse, rinite e/ou conjuntivite, a que se segue erupção cutânea característica, que se espalha pelo corpo) deve evitar o contacto com outras pessoas e ligar para o SNS 24.Segundo o balanço da DGS, foram confirmados, entre 1 de janeiro e 26 de outubro de 2026, 19 casos de sarampo em Portugal, notificados através do SINAVE. Os casos foram alvo de investigação epidemiológica pela rede de autoridades de saúde e foram implementadas as medidas de controlo e prevenção, tendo em conta o nível de risco, de acordo com as orientações da DGS.