Portugal regista tendência de aumento de acidentes rodoviários
17 de nov. de 2024, 10:20
— Lusa
Os dados mais
recentes da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) indicam
que nos primeiros seis meses do ano se registaram 17.154 acidentes com
vítimas que provocaram 214 vítimas mortais, 1.184 feridos graves e
19.967 feridos ligeiros. A ANSR compara os
números com o mesmo período de 2014, sublinhando “a tendência
crescente” na última década, em que os acidentes aumentaram 22%, as
vítimas mortais 3,4%, os feridos graves 26,% e feridos ligeiros 18,9%.Em
comparação com os seis primeiros meses do ano passado, a ANSR indica
que se verificaram, entre janeiro e junho, menos 19 vítimas mortais
(-8,2%), no entanto registaram-se mais 571 acidentes (+3,4%), mais 56
feridos graves (+5,0%) e mais 692 feridos ligeiros (+3,6%).A
ANSR faz também uma comparação com 2019, ano de referência para
monitorização das metas de redução do número de mortos e de feridos
graves até 2030 fixadas pela Comissão Europeia e por Portugal, tendo-se
registado uma diminuição dos mortos e dos feridos ligeiros, com menos 12
e 119 respetivamente. Por outro lado, observou-se um aumento nos
feridos graves e nos acidentes, com mais 136 feridos graves (13,0%) e
mais 486 desastres (2,9%).A cerimónia
deste ano do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada realiza-se em
Évora, pretendendo-se com esta iniciativa "homenagear aqueles que
perderam a vida e a saúde em acidentes rodoviários, bem como reconhecer o
esforço das equipas de emergência e profissionais de saúde que lidam
diariamente com as consequências da sinistralidade".Organizada
pela Liga de Associações Estrada Viva e a Associação GARE, esta
celebração ocorre anualmente no terceiro domingo de novembro, enquadrada
na Década Global de Ação para a Segurança Rodoviária 2021-2030
promovida pela Organização Mundial da Saúde e tem como mote geral
“Lembrar, Apoiar, Agir”.A ANSR, cujos
dirigentes estão também presentes na cerimónia, destaca “a importância
de lembrar as vítimas, apoiar os sobreviventes e agir para diminuir a
sinistralidade nas estradas. Através da aplicação de medidas de apoio
psicossocial, reconhecimento dos direitos das vítimas e promoção de
ações de saúde pública, pretende-se minimizar os impactos sociais,
económicos e sanitários dos acidentes rodoviários”.