Portugal recebe símbolos da Jornada Mundial da Juventude no domingo no Vaticano
18 de nov. de 2020, 15:41
— Lusa/AO Online
“É
o pontapé de saída para a organização de Lisboa”, disse hoje à agência
Lusa o presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, Américo Aguiar,
considerando importante o momento de receção dos símbolos, até agora na
posse do Panamá, cuja capital foi palco da última JMJ, em janeiro de
2019.A JMJ é o maior evento organizado pela Igreja Católica.“Infelizmente
não vamos poder contar com o calor humano dos nossos irmãos panamenhos,
que não podem viajar do Panamá para a Europa, mas estará uma
representação de panamenhos que vivem em Roma”, explicou Américo Aguiar,
também bispo auxiliar de Lisboa.A entrega
dos símbolos, a Cruz Peregrina, com 3,8 metros de altura, e a réplica
do ícone de Nossa Senhora ‘Salus Populi Romani’, que retrata a Virgem
Maria com o Menino nos braços, deveria ter acontecido em abril, mas
devido à pandemia de covid-19 foi adiada.“Mesmo
agora, vai acontecer em circunstâncias muito especiais de cumprimento
das regras sanitárias, quer portuguesas, quer italianas”, declarou à
Lusa o bispo, que integra a comitiva portuguesa que se desloca a Roma,
antevendo “uma festa, apesar destas circunstâncias”.Segundo
Américo Aguiar, a preparação da JMJ em Lisboa “continua com muitas
condicionantes, com muitos adiamentos, mas é para fazer caminho, porque o
verão de 2023 está aí à espreita”.Depois de chegarem a Portugal, aqueles símbolos ficarão na Sé de Lisboa.“Antes
da pandemia estava já feito um calendário em que os símbolos iam fazer
viagem para os países de língua oficial portuguesa e depois, na parte
final do calendário, regressariam a Portugal e fariam a passagem por
todas as dioceses portuguesas, terminando em Lisboa”, adiantou.O
presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 eslareceu que, “atendendo às
circunstâncias da pandemia, este calendário está suspenso”, notando que a
dinâmica de acolhimento da cruz e do ícone “tem muito de presença
física, de celebrações de acolhimento, de oração”.Américo
Aguiar acrescentou que existe também um pedido para receber os símbolos
de Santiago de Compostela (Espanha), que em 1989 acolheu a JMJ, e que
celebra o Ano Jacobeo em 2021.Na
celebração de domingo vai estar uma dezena de jovens, adiantou, por sua
vez, o secretário executivo da JMJ Lisboa 2023, Duarte Ricciardi,
lembrando que antes de ser adiada seriam várias centenas os jovens
portugueses que acorreriam a Roma.“São 10
jovens, de várias zonas do país, que vão representar todos os jovens
portugueses”, disse Duarte Ricciardi, considerando o momento como “uma
espécie de passagem de pasta dos jovens do Panamá para os jovens de
Lisboa”, para que os símbolos “sigam a sua missão” e “continuem a ser um
sinal de transformação social e de propagação da paz”.Duarte
Ricciardi, que também vai estar em Roma, adiantou que se trata de um
momento simbólico, mas também de responsabilidade em organizar “algo tão
importante para o mundo e para os jovens”.Entretanto,
no âmbito da JMJ, vai “começar um momento de oração ou encontro todos
os dias 23, nas várias dioceses”, e no último domingo deste mês, quando
começa o Advento, os jovens são desafiados “a fazer algum tipo de missão
em nome da JMJ”.De acordo com uma nota de
imprensa da organização, a comitiva portuguesa é presidida pelo
cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente.No
sábado, o grupo tem um encontro com o cardeal Tolentino de Mendonça, na
Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, seguindo-se uma
missa, presidida por Manuel Clemente.No domingo, a delegação nacional participa na missa presidida por Francisco.O anúncio da escolha de Lisboa para receber a JMJ foi feito em 27 de janeiro de 2019, na Cidade do Panamá.Nesse
dia, na sua conta no Twitter, o Papa escreveu: “A vocês, queridos
jovens, um muito obrigado por #Panama2019. Continuem a caminhar,
continuem a viver a fé e a compartilhá-la. Até Lisboa em 2022”.Inicialmente prevista para agosto de 2022, a pandemia de covid-19 determinou o adiamento da JMJ um ano.Lisboa
será o segundo país lusófono, depois do Brasil, a acolher uma Jornada
Mundial da Juventude, criada em 1985 pelo Papa João Paulo II
(1920-2005).