Portugal precisou da 'negra' e foi bafejado pela ausência italiana
Mundial2022
10 de nov. de 2022, 12:50
— Lusa/AO Online
A oitava presença no Campeonato do
Mundo, e sexta consecutiva, só ficou confirmada a 29 de março, na final
do caminho C do ‘play-off’ europeu, diante de um conjunto acessível e
com muito menos argumentos, mas que tinha afastado a ‘super’ Itália,
atual campeã europeia.A fase de
qualificação lusa tinha tudo para ser tranquila e sem grandes
sobressaltos no Grupo A europeu, contudo, tudo se complicou no último
jogo: bastava um empate no Estádio da Luz, diante da Sérvia, mas
Portugal perdeu por 2-1 e foi obrigado a ir aos ‘play-offs’, nos quais
bateu a Turquia e, cinco dias depois, a Macedónia do Norte.Foi
num Estádio do Dragão quase lotado que a equipa das ‘quinas’ foi melhor
do que os turcos, mas, por culpa própria, ainda teve de suar, e, por
pouco, quase viu um 2-0 transformar-se em 2-2, valendo Burak Yilmaz, que
tinha reduzido aos 65 minutos, mandar um penálti para as ‘nuvens’, aos
85.Matheus Nunes, aos 90+4 minutos, foi
quem deu a ‘machadada’ final no resultado (3-1), ao corresponder com
eficácia a um grande passe de Rafael Leão.O
médio Otávio, do FC Porto, foi o autor do golo que inaugurou o
marcador, aos 15 minutos, e fez a assistência para o segundo, de Diogo
Jota, aos 42, com os lusos a ficarem com o ‘passaporte’ quase garantido
para o Qatar, depois de saberem que os italianos fracassaram em Palermo.Seguiram-se
os macedónios, no mesmo palco, onde Bruno Fernandes puxou dos ‘galões’,
aos 32 e 65 minutos, anotando os golos da formação lusa, suficientes
para Portugal assegurar a oitava fase final do Mundial, e sexta seguida,
depois de 1966 (terceiro lugar), 1986 (fase de grupos), 2002 (fase de
grupos), 2006 (quarto lugar), 2010 (oitavos), 2014 (fase de grupos) e
2018 (oitavos).Antes, a 24 de março de
2021, o arranque foi vitorioso ante o Azerbaijão (1-0), em Turim,
Itália, casa emprestada dos lusos, devido à pandemia de covid-19, mas
foi em Belgrado que a fase de qualificação ficou marcada por um lance
muito polémico, a envolver o ‘capitão’ Cristiano Ronaldo. Se
o Azerbaijão foi um alvo fácil, apesar do triunfo tangencial por 1-0,
na primeira jornada, por culpa de um golo caricato na própria baliza do
central Maksim Medvedev, aos 37 minutos, a história em solo sérvio teve
um final pouco feliz para os lusos, três dias depois.Em
Belgrado, a equipa de Fernando Santos, apesar de se ter exibido a um
nível muito aquém no segundo tempo, só não venceu porque sobre o final
do período de descontos nenhum dos elementos da equipa de arbitragem –
num jogo sem VAR – viu que a bola rematada por Cristiano Ronaldo
ultrapassou por completo a linha. Naquele
que foi jogo 1.000 da carreira do selecionador luso, a formação das
‘quinas’ contabilizou, desta forma, um amargo empate a dois golos, visto
que chegou ao intervalo a vencer por 2-0, por culpa de um ‘bis’ do
avançado Diogo Jota, que faturou aos 11 e 36 minutos. Os
sérvios nunca deram o desafio por perdido e restabeleceram a igualdade
no recomeço, com tentos de Aleksandar Mitrovic, aos 46 minutos, e Filip
Kostic, aos 60. O jogo da terceira jornada
disputou-se em 30 de março, com o segundo triunfo em Luxemburgo por
3-1, com reviravolta, após os luxemburgueses adiantaram-se no marcador
aos 30 minutos, por Gerson Rodrigues.A reação lusa chegaria por intermédio de Diogo Jota, aos 45+2 minutos, Cristiano Ronaldo, aos 50, e Palhinha, aos 80. Em
setembro, a qualificação foi retomada, na receção à República da
Irlanda, em Faro, mas de forma ‘tremida’ e num jogo especial para
Cristiano Ronaldo, já que se tornou o melhor marcador de sempre por
seleções, graças a um ‘bis’, aos 89 e 90+6 minutos, que consumou a
reviravolta (2-1). Seguiu-se a viagem a
Baku, para somar a quarta vitória em cinco jogos na ‘poule’ A, diante do
Azerbaijão (3-0), com Bernardo Silva, aos 26 minutos, André Silva, aos
31, e Diogo Jota, aos 75, a serem os autores dos tentos da formação
lusa. A 12 outubro, novamente no Estádio
Algarve, a goleada imposta ao Luxemburgo por 5-0 foi fabricada com os
golos de Cristiano Ronaldo (08, 13 e 87 minutos), os dois primeiros de
grande penalidade, para chegar aos 801 tentos como profissional, Bruno
Fernandes, aos 17, e João Palhinha, aos 69. Cerca
de um mês depois, em Dublin, na sétima e penúltima partida da
qualificação, lusos e irlandeses ficaram-se pelo ‘nulo’, um desfecho que
deixou o campeão da Europa de 2016 a um ponto de selar o apuramento.Contudo,
com a Sérvia, no Estádio da Luz, em Lisboa, ‘pintado’ com as cores
lusas, os visitantes mostraram mais vontade e querer, enquanto Portugal
jogou para o empate, começando a defender demasiado cedo e acabando
relegado para os ‘play-offs’. Renato
Sanches adiantou a formação das ‘quinas’, logo aos dois minutos, mas
Dusan Tadic, aos 33, e Aleksandar Mitrovic, com uma cabeça certeira na
bola, aos 90, responderam para a Sérvia, que acabou o agrupamento com 20
pontos, contra 17 de Portugal. O
Mundial2022 disputa-se no Qatar, entre 20 de novembro e 18 de dezembro,
com Portugal a integrar o Grupo H da prova, juntamente com Gana (24 de
novembro), Uruguai (28 de novembro) e Coreia do Sul (02 de dezembro).