Portugal pode receber um milhão de vacinas nas próximas duas semanas
Covid-19
27 de jul. de 2021, 14:11
— Lusa/AO Online
“Vamos
perder cerca de 470 mil vacinas da AstraZeneca porque já não fazem
sentido no nosso plano, mas há um esforço - quer do Infarmed, quer do
Ministério da Saúde - para adquirir vacinas em parceiros europeus e esse
esforço pode trazer ao nosso plano de vacinação neste momento – na
semana que passou e nas próximas duas semanas – cerca de um milhão de
vacinas, o que é muito importante para a aceleração do processo de
vacinação”, revelou Henrique Gouveia e Melo.“Tivemos
uma maior disponibilidade de vacinas em julho, teríamos uma menor
disponibilidade em agosto, não fossem estas negociações que estão a ser
conduzidas com sucesso pelo Ministério da Saúde e pelo Infarmed para ir
buscar vacinas da Janssen e da Pfizer a parceiros europeus para reforçar
neste mês o processo”, acrescentou.Numa
intervenção realizada na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois
meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo,
Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para
análise da situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, o
vice-almirante responsável pela ‘task force’ reconheceu também que foram
recebidas nos primeiros três trimestres menos 5,4 milhões de vacinas
face às previsões iniciais.Já
em relação ao último trimestre de 2021, Gouveia e Melo disse que a
expectativa inicial apontava para a receção de 8,5 milhões de vacinas,
mas, afinal, deverão chegar somente 5,2 milhões de vacinas ao país.Em
termos de evolução do processo de vacinação, o coordenador da ‘task
force’ vincou uma vez mais a sua previsão de atingir os 70% de primeiras
doses administradas por volta do dia 08 de agosto e o mesmo valor para
segundas doses “no final de agosto, início de setembro”. Da mesma forma,
defendeu que o processo está a ser maximizado para aumentar o ritmo de
vacinação, mas sem comprometer a administração de segundas doses na
população.Henrique
Gouveia e Melo traçou ainda um retrato do processo de vacinação por
grupos etários, resumindo que “as faixas acima dos 60 anos estão,
praticamente, totalmente protegidas”; na faixa dos 50 anos há ainda 4%
para completar o esquema vacinal e nos 40 anos essa percentagem de
cobertura vacinal em falta é de 10%. “Já
estamos também muito avançados na faixa dos 30 anos, a avançar
fortemente na faixa dos 20 anos e a planear agora para a faixa de
baixo”, referiu o coordenador da ‘task force’.