Portugal pede cessar-fogo imediato e condena força excessiva de Israel
Médio Oriente
16 de out. de 2024, 12:20
— Lusa/AO Online
“É
urgente inverter a escalada de tensões e a banalização da violência
neste território [Gaza]”, defendeu Luís Montenegro no parlamento,
durante o debate preparatório do Conselho Europeu que decorre em
Bruxelas entre quinta e sexta-feira.O
chefe do Governo português reiterou o pedido de um “cessar-fogo imediato
e permanente” para “melhorar a ajuda humanitária” na Faixa de Gaza e
para permitir a libertação de reféns mantidos no enclave palestiniano
desde o ataque do grupo islamita Hamas a 07 de outubro de 2023 contra
Israel, afirmando o apoio à Autoridade Palestiniana “para a solução dos
dois Estados”. “Condenamos o uso excessivo
da força por parte de Israel em Gaza, a expansão dos colonatos na
Cisjordânia, bem como a posição injustificada do Governo israelita face
ao secretário-geral das Nações Unidas [António Guterres], considerando-o
‘persona non grata’”, salientou.Montenegro
considerou ainda “inaceitáveis os incidentes que têm provocado o
ferimento de capacetes azuis nas missões das Nações Unidas no Líbano”. “O
recente agravamento das hostilidades no Líbano e o ataque militar do
Irão contra Israel, que condenamos veementemente, são muito
preocupantes. Condenamos igualmente o desrespeito pelas vidas de civis
inocentes”, acrescentou.Sobre o conflito
na Ucrânia, na sequência da invasão russa em fevereiro de 2022,
Montenegro afirmou que os dirigentes europeus reunidos em Bruxelas – num
encontro para o qual foi convidado o Presidente ucraniano, Volodymyr
Zelensky -, renovarão “o apoio inabalável da União Europeia (UE) ao
Governo e povo ucranianos em todas as suas dimensões, em linha com o
acordo bilateral em matéria de segurança” assinado entre Portugal e a
Ucrânia, "e também a nível europeu e da Aliança Atlântica”.