Portugal pede apoio a Bruxelas para cobrir gastos de 3,5 mil milhões de euros
Covid-19
4 de jun. de 2020, 15:28
— Lusa/AO Online
O pedido foi feito pelo Governo ao abrigo de
uma candidatura ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, que passou a
incluir as emergências de saúde pública, refere o gabinete do ministro
do Planeamento, Nelson de Souza, numa nota à comunicação social.Segundo
a nota, a Comissão Europeia tem até 24 de junho para fazer a "recolha
de todos os pedidos de ajuda" no âmbito da crise sanitária da Covid-19,
efetuando, "em seguida, a sua avaliação em conjunto, a fim de assegurar o
tratamento equitativo" de todos os pedidos. Portugal
solicitou uma ajuda financeira para cobrir despesas avaliadas em 3,5
mil milhões de euros, que englobam gastos do Estado com equipamentos e
dispositivos médicos, análises laboratoriais, material de proteção
individual, como máscaras, reforço do Serviço Nacional de Saúde,
através, nomeadamente, da contratação de pessoal, e da Rede de Cuidados
Continuados. Este ano, o orçamento do
Fundo de Solidariedade da União Europeia é de 800 milhões de euros (500
milhões de euros fixos anualmente e mais 300 milhões de euros
do orçamento remanescente de 2019 que não foi gasto). A
assistência do Fundo "assume a forma de uma subvenção única e global,
sem necessidade de cofinanciamento, em complemento dos esforços públicos
do Estado beneficiário", assinala o gabinete do ministro do
Planeamento.Ao abrigo do mesmo fundo, a
Região Autónoma dos Açores vai beneficiar de um apoio de 8,2 milhões de
euros para recuperar os danos causados nas infraestruturas com a
passagem do furacão Lorenzo pelo arquipélago, a 02 de outubro do ano
passado, assinala o comunicado, acrescentando que está "em curso a
preparação do protocolo de execução" deste financiamento entre o
Ministério do Planeamento e o Governo Regional dos Açores.O
Fundo de Solidariedade da União Europeia foi criado em 2002 na
sequência das cheias que fustigaram a Europa Central e serve para
ajudar as populações das regiões da União Europeia afetadas por
catástrofes naturais.Até à data, de acordo
com o Ministério do Planeamento, o fundo foi acionado 80 vezes,
designadamente em casos de inundações, incêndios florestais, sismos,
tempestades e seca, e auxiliou 24
países, incluindo Portugal.