Portugal leva seis ciclistas ao Europeu de pista em Grenchen a pensar em Paris2024
7 de fev. de 2023, 11:35
— Lusa/AO Online
Na
Suíça, a prioridade é começar bem o ciclo de qualificação olímpica,
trazendo o vigente campeão de scratch, depois do ouro de Leitão em
Munique2022, e uma série de nomes experientes ao lado de dois jovens
emergentes.Portugal estará presente,
sobretudo, nas provas de resistência, ou seja, omnium e madison, além do
scratch, a eliminação, pontos e perseguição individual, e numa de
velocidade, o quilómetro contrarrelógio masculino.“Este
Campeonato da Europa é importante para nós, porque marca o início da
qualificação olímpica. Para nós, em termos de objetivos, é prioritário o
melhor desempenho possível nas provas olímpicas, no caso o omnium
feminino e masculino, além da madison masculina. Temos de retirar o
máximo de pontos”, destacou à Lusa o selecionador nacional, Gabriel
Mendes.Leitão defende o ouro no scratch
conseguido em 2022, imitando o feito de 2021, e soma ainda duas pratas e
dois bronzes em campeonatos da Europa de elite, além de ter sido
vice-campeão do mundo de eliminação, em Roubaix2021.Já
‘Tata’ Martins procura mais sucesso em Europeus, depois de um bronze no
scratch em 2019 e outro na eliminação em 2020, surgindo galvanizada
pelo segundo bronze da carreira em Mundiais, conseguido em 2022 no
concurso olímpico do omnium no mesmo Velódromo de
Saint-Quentin-en-Yvelines em que se discutirão os pódios de Paris2024.Além
da atleta da Fenix-Deceuninck, a primeira portuguesa no pelotão
WorldTour de estrada, e do ‘sprinter’ da Caja Rural, Portugal terá Rui
Oliveira (UAE Emirates), cinco vezes medalhado em Europeus, em prova,
assim como João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), vice-campeão
europeu de eliminação em 2021, no mesmo velódromo de Grenchen.A
completar o lote estão os jovens Diogo Narciso (Credibom-LA
Alumínios-Marcos Car), na sua segunda participação em Europeus de elite,
e Rodrigo Caixas (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), em estreia
absoluta.“É também, para estes mais
jovens, uma oportunidade de demonstrar o valor e aproveitarem da melhor
forma a oportunidade que lhes estamos a dar, para o processo de
desenvolvimento que estão a fazer, e do contributo que também têm dado à
seleção de pista”, explica Gabriel Mendes.Se
Diogo Narciso já deu mostras do talento a este nível, acompanhando Iúri
Leitão num quarto lugar em madison nos Europeus de Munique, no ano
passado, tem aqui “mais uma oportunidade competitiva no processo de
evolução”, no qual tem “mostrado valor”.“O
Rodrigo Caixas vai ser uma estreia na elite, apesar de já ter
experiência em sub-23. É um patamar mais elevado, e faz parte da nossa
estratégia de desenvolvimento dar oportunidade aos mais jovens. É
importante a presença deles e a participação aqui, no contexto de todo o
trabalho que estamos a fazer pelo desenvolvimento do ciclismo de
pista”, nota Gabriel Mendes.Quanto a
resultados nas 11 provas em que Portugal se fará representar, sem que
tenha sido anunciada, para já, a distribuição de ciclistas por cada uma,
o técnico nacional deixa a garantia de que o foco está em “dar o melhor
e trabalhar por melhores performances”, num processo “competitivo
contra nações que procuram o mesmo”, isto é, a qualificação olímpica.Abaixo
das ‘potências’ da pista, os ‘pistards’ nacionais sabem que é
“prioritário ter lugares que permitam boas pontuações” para o ranking, e
nesse aspeto, “se conseguir chegar um lugar de pódio, excelente”.