Portugal junta-se a apoio à manutenção da suspensão da Rússia no desporto
22 de fev. de 2023, 09:47
— Lusa/AO Online
Na
posição, assinada pelo lado português pelo secretário de Estado da
Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, fica patente o “apoio em
curso a que atletas russos e bielorrussos sejam banidos de competir em
provas internacionais enquanto durar a guerra na Ucrânia”, em nova
tomada de posição forte a nível internacional a caminho dos Jogos
Olímpicos Paris2024.A declaração sobre o
tema vem de uma reunião promovida em 10 de fevereiro no Reino Unido e
que contou com a participação do presidente da Ucrânia, Volodymyr
Zelensky, que notou a destruição de infraestruturas desportivas no seu
país e a perda de muitos atletas devido à invasão russa.A
declaração nota ainda que desporto e política estão “intimamente
ligados” na Rússia e na Bielorrússia, denotando “preocupações fortes com
o quão exequível é para atletas olímpicos destes países competirem como
‘neutrais’, quando são diretamente financiados e apoiados pelos seus
Estados”, notando a exceção no circuito profissional de ténis.“Enquanto
estes assuntos fundamentais não forem tratados, bem como a falta de
claridade substancial e detalhes concretos quanto a um modelo de
neutralidade funcional, não concordamos que russos e bielorrussos possam
regressar à competição. Notando a posição do Comité Olímpico
Internacional (COI), de que nenhuma decisão final foi tomada, pedimos a
este organismo que responda às questões que estes países colocam”, pode
ler-se no documento.Esta posição responde a
uma “preocupação” com um “caminho a ser explorado que permita a russos e
bielorrussos a participação em competições, incluindo Paris2024”,
lembrando que a situação na Ucrânia “continua a deteriorar-se” desde que
estes desportistas foram suspensos, não havendo por isso razão para
alterar a medida.Além de Portugal, esta
posição é assinada pela França, que acolhe os próximos Jogos Olímpicos e
Paralímpicos, mas também pela Grécia, pelo Japão, que recebeu
Tóquio2020, além da Itália e das ‘potências’ desportivas que são os
Estados Unidos, Canadá, Alemanha e o Reino Unido.