Portugal falha ‘grand prix’ de judo em 2025 por falta de financiamento
21 de out. de 2024, 10:49
— Lusa/AO Online
“Nós para o ano tínhamos um
‘grand prix’ e eu já tive o cuidado de dizer que em 99,9% de hipóteses
não o vamos realizar, porque aí então era um suicídio para a Federação
Portuguesa de Judo”, assumiu Sérgio Pina.Neste
sentido, o presidente da FPJ adiantou à agência Lusa que vão reunir com
a Federação Internacional de Judo, “numa primeira fase, deve ser fácil,
porque estas entidades também compreendem o momento difícil que a
federação [portuguesa] passa”.O presidente
falava no final da cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos
sociais da FPJ para o quadriénio de 2024/28, em Viseu, sua cidade natal e
que acolheu a cerimónia.“Tem de haver um
realismo do tamanho do mundo para não nos deixarmos levar, porque vamos
organizar mais um ‘grand prix’, mais um campeonato do mundo. Não temos
condições sem que haja um forte apoio por parte de quem nos tutela e
esse apoio também não acontece”, acrescentou.Sérgio
Pina disse que a dívida, atualmente, da instituição que lidera deve
rondar os 600.007/700.000 euros” e “tem a ver com as provas
internacionais que foram contratualizadas” para se realizarem em
Portugal.“E não houve a preocupação de
garantir o apoio dos FI, ou seja, o valor que tem de ser pago à
federação internacional de judo para ter essa prova e esses valores
rondam os 250.000 por cada prova”, justificou.O
‘grand prix’ aconteceu nos últimos três anos em Portugal, desde 2022,
no início do ano, janeiro, fevereiro, sendo que as duas primeiras
edições decorreram em Almada, distrito de Setúbal, e este ano, em
Odivelas, distrito de Lisboa.“Havia uma
quarta agora em 2025 e, por cada vez que realizamos uma prova destas,
temos de pagar à Federação Internacional de Judo 250.000 euros e nós não
temos essa capacidade”, reconheceu.O
‘grand prix’ é a segunda prova mais importante do circuito
internacional, logo a seguir ao ‘grand slam’, nas etapas para as provas
mundiais e europeias de judo.Sérgio Pina
foi eleito a 12 de outubro com 31 votos, contra 18 de José Mário
Cachada e oito da lista liderada pelo ex-presidente federativo Jorge
Fernandes, num escrutínio que contou ainda com dois votos nulos.