Portugal está em articulação permanente com o Mecanismo Europeu de Proteção Civil
7 de jun. de 2019, 16:33
— Lusa/AO Online
“Eu diria que das
coisas que melhor se têm feito ao nível da União Europeia é
efetivamente o trabalho que decorre no âmbito do Mecanismo Europeu de
Proteção Civil”, afirmou, em declarações aos jornalistas, à margem do I
Congresso Internacional de Proteção Civil dos Açores, que decorreu em
Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.Segundo
Patrícia Gaspar, Portugal sempre manteve uma “proximidade muito
expressiva” com o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, mas essa
cooperação intensifica-se no verão, face ao risco de incêndios. “Todas
as semanas temos uma videoconferência com todos os países da bacia do
Mediterrâneo, para partilhar informações sobre a situação operacional,
sobre os meios que estão disponíveis para possíveis intervenções
conjuntas. Eu diria que este trabalho é um trabalho diário que tem
corrido muito bem”, revelou.Os
meteorologistas preveem um aumento de temperaturas mais intenso, este
verão, na Europa central e na Europa do norte, o que poderá aumentar o
risco de incêndios.Questionada pelos
jornalistas, a segunda comandante nacional de Emergência e Proteção
Civil admitiu a possibilidade de Portugal prestar assistência
internacional, tal como aconteceu em 2018, na Suécia, ressalvando que
ainda não é possível prever a disponibilidade de meios.“Nós
podemos projetar assistência internacional, quando os meios que temos
para isso não estejam obviamente a ser empenhados a nível nacional”,
disse.“Foi essa janela de oportunidade que
tivemos no ano passado, quando foram os incêndios na Suécia, que
permitiu de forma consciente, bem pensada e ponderada retirar dois meios
aéreos do nosso dispositivo e disponibilizá-los às autoridades suecas,
onde estiveram durante quase uma semana a fazer um trabalho muito
importante”, acrescentou. Portugal já
recorreu ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil cerca de uma dezena de
vezes, mas também já enviou meios para outros países num número
semelhante de situações. “Temos sido um
país honesto e desinteressado naquilo que é a exportação da nossa
solidariedade em matéria de proteção civil”, frisou Patrícia Gaspar,
realçando que Portugal já colaborou com países com quem tem laços
históricos, como Moçambique e de Cabo Verde, mas também com outros, como
Irão e Haiti.O I Congresso Internacional
de Proteção Civil dos Açores, que termina hoje, juntou em Angra do
Heroísmo especialistas de várias áreas, que abordaram temas como as
alterações climáticas, a Proteção Civil em Portugal, a comunicação em
emergência, a gestão de riscos, o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, a
intervenção psicossocial em emergência e a emergência médica
pré-hospitalar.