Portugal envia ajuda humanitária e duas ambulâncias
Venezuela/Sismo
Hoje 15:24
— Lusa/AO Online
Os dois aviões da Força Aérea
Portuguesa “levarão seis toneladas de medicamentos, 15 toneladas de
material de higiene, material de conforto e de saneamento e duas
ambulâncias completamente equipadas para darem assistência naquilo que
nós chamamos agora o médio prazo, enfim, é um curto médio prazo, mas
esta era a operação de emergência e agora passamos para uma segunda
fase", disse o governante, à margem de uma visita do Presidente da
República à sede da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, em
Lisboa.Nas declarações aos jornalistas
sobre a ajuda à Venezuela, no seguimento do sismo que ocorreu naquele
país com uma forte presença da comunidade portuguesa, Paulo Rangel
acrescentou que as duas organizações não governamentais "Oikos e Cáritas
vão fazer projetos de apoio a 1.500 famílias e, para isso, têm um
orçamento de 400 mil euros". Para além
disso, apontou, serão canalizados 250 mil euros para organizações locais
prestarem assistência psicológica e de médio prazo, agora que está a
terminar a fase de ajuda no salvamento."A
situação anímica e psicológica de muitas pessoas e de muitas famílias é
obviamente motivo de grande preocupação; portanto, há cuidados imediatos
do ponto de vista físico, a nível da prevenção de doenças, a nível da
alimentação, do alojamento, de cuidados médicos, nomeadamente pela
escassez de medicamentos, mas há também uma dimensão psicológica muito,
muito preocupante e, portanto, nós estamos já a trabalhar nestas várias
frentes", concluiu o governante.Paulo
Rangel disse que a data de segunda-feira, 6 de julho, é "a mais
provável" para a saída dos dois aviões rumo à Venezuela e adiantou que
estes poderão, no regresso, trazer os elementos da força operacional
conjunta que está nas operações de salvamento e resgate."Estes
aviões levarão esta ajuda e trarão as equipas que estão no terreno,
portanto, elas têm que finalizar as suas operações, e nós vamos, no
fundo, aproveitar que os aviões que levam a ajuda humanitária portuguesa
virão vazios", referiu.O secretário de
Estado das Comunidades também deverá viajar "para se inteirar da
situação no terreno", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros nas
declarações aos jornalistas. Para Paulo
Rangel, a fase de ajuda que agora se inicia já não é de salvamento, mas
sim de ajuda humanitária, apoio médico e psicológico, e de reconstrução
das vidas das pessoas que foram afetadas pelo sismo."As
pessoas que vão agora vão já nessa ótica de uma ajuda humanitária já de
médio prazo", disse, admitindo que "na rede de médicos pode haver algum
reforço, já que muitos médicos, até individualmente ou através da Ordem
dos Médicos, através de várias associações, têm sinalizado alguma
disponibilidade para integrarem as equipas".