Portugal entre os dois cenários mais graves para o outono-inverno
Covid-19
9 de dez. de 2021, 15:47
— Lusa/AO Online
A estratégia da autoridade de saúde para
responder à Covid-19 no outono e inverno, divulgado em outubro, assenta
em três cenários de evolução da pandemia, e tem o objetivo principal de
minimizar os casos de doença grave e de mortalidade pela doença.No
cenário 2 a incidência do SARS-CoV-2 é elevada, resultando numa
ocupação moderada a elevada das unidades de cuidados intensivos e uma
pressão ligeira a moderada no sistema de saúde.Já
no cenário considerado mais preocupante, o 3, a estratégia previa o
surgimento de uma nova variante com características que permitem a
evasão do SARS-CoV-2 ao sistema imunitário, provocando uma redução
rápida da eficácia da vacina, e um aumento da transmissibilidade do
vírus e da gravidade da doença.Neste caso,
a incidência do SARS-CoV-2 será muito elevada, assim como a ocupação
das unidades de cuidados intensivos dos hospitais portugueses.“Eu
diria que estamos entre o 2 e o 3 porque de facto há uma nova variante
em circulação, mas até à data não demonstrou um potencial de ser mais
grave do que as outras. Já apareceu em muitos pontos do mundo, incluindo
em Portugal, tem havido muitos casos na África do Sul, mas não têm
estado associados a maior gravidade”, disseA
variante é de preocupação, adiantou, mas ainda não demonstrou “que é
mais agressiva, mais virulenta” do que as variantes já conhecidas.A
estratégia visa “garantir uma resposta eficiente e coordenada, ajustada
à situação epidemiológica da infeção por SARS-CoV-2 e aos desafios
adicionais do período outono/inverno, reduzindo o impacto na
morbimortalidade na população em geral e nos grupos de risco”, segundo o
referencial divulgado em 22 de outubro pela Direção-Geral da Saúde.As
linhas orientadoras dirigidas às entidades do Ministério da Saúde
surgiram da necessidade de planear uma “resposta eficiente e equitativa
às necessidades de saúde” da população durante este período do ano, em
particular no que diz respeito à covid-19.Como
objetivos secundários, o referencial pretende antecipar a atividade
epidémica, assegurar da vacinação contra a covid-19 e a gripe sazonal,
controlar a transmissão da infeção com foco nas populações vulneráveis e
nos serviços de saúde, assegurar a sustentabilidade e qualidade da
resposta dos serviços de saúde às pessoas com covid-19 e com outras
patologias, entre outros.