Portugal em 17º lugar em termos de competitividade

31 de out. de 2007, 18:02 — Lusa / AO online

Se o estudo tiver em conta os 125 países analisados na edição anterior e recalculando o índice 2006-2007, segundo a nova metodologia introduzida este ano, - para que os dados sejam comparáveis - , Portugal sobe 5 posições no ranking global e dois no contexto da UE a 27, de acordo com o gabinete do coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico. O relatório global de competitividade, que este ano analisa 131 países, mais seis que na edição anterior, apresenta dois indicadores: o global de competitividade (global competitiveness index), que tem em consideração o nível de desenvolvimento dos países, e o da competitividade das empresas, que reflecte as operações e estratégias empresariais e a qualidade do ambiente empresarial português. Em relação ao indicador das empresas (business competitiveness index), Portugal apresenta-se no 30º lugar, tendo descido duas posições face ao ano passado. Tendo por base apenas 26 países da UE, uma vez que o Luxemburgo não é considerado neste índice, Portugal mantém a posição do ano anterior - 13º lugar. "Estes dados demonstram que Portugal está a inverter a tendência de queda que tinha registado no passado", nomeadamente no universo dos países europeus, disse à agência Lusa o coordenador da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho. "No primeiro indicador, das condições globais para a competitividade, essa tendência é confirmada. Em relação ao segundo, caímos duas posições globalmente, mas mantivemos a nível europeu, numa altura em que todos os países estão a fazer um grande esforço em matéria de competitividade", salientou Carlos Zorrinho. "A competitividade não tem um caminho fácil [e os dados] demonstram claramente que invertemos a tendência para perdermos lugares em todos os indicadores de competitividade. É um esforço estrutural", sublinhou o coordenador. Para o coordenador, a aplicação dos fundos QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional vai permitir aumentar a competitividade em Portugal e melhorar a posição do país nos rankings. O QREN vai "dar uma grande ajuda para que esta inversão seja consolidada", concluiu Carlos Zorrinho.