Portugal defende maior quota de pesca de atum-patudo para Madeira e Açores
22 de out. de 2024, 11:47
— Lusa/AO Online
“Defendemos
que se aumente o total admissível de capturas (TAC) para o atum-patudo,
para as 73 mil toneladas, e a atribuição de uma quota específica para
as regiões ultra periféricas (RUP), que têm frotas muito artesanais,
disse à Lusa a secretária de Estado das Pescas, Cláudia Monteiro de
Aguiar.Em declarações à margem do Conselho
de Ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia, Cláudia
Monteiro de Aguiar referiu que as frotas artesanais usam “uma arte [de
pesca] muito específica, a de salto e vara, conhecida por ser muito
seletiva”.Neste caso, adiantou a
governante, devem ser definidas quotas específicas quer para o
atum-patudo, quer para o atum-rabilho, este muito apreciado cru,
espécies que, considerou, “valorizam e rentabilizam as pescas na Madeira
e nos Açores”.Ainda no que respeita a
pescas e à posição portuguesa na próxima reunião da Comissão
Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICAAT, na sigla
inglesa), a governante apelou à criação de uma nova estratégia de gestão
do espadarte norte, com um aumento nas capturas para as frotas
nacionais.Portugal, preparando as
negociações sobre as propostas da Comissão Europeia para as capturas no
Atlântico Norte, reuniu-se bilateralmente com outros Estados-membros,
com a Espanha à cabeça, para definirem estratégias negociais.Em
causa está, nomeadamente, a pesca de biqueirão, defendendo a secretária
de Estado que Lisboa e Madrid vão trabalhar no sentido de “arranjar
dados científicos para contrariar a proposta” de Bruxelas, que considera
ser prejudicial.A proposta de Bruxelas
para as capturas do goraz também está sob a mira de Lisboa, tendo sido
atribuída a Portugal uma quota de 600 mil toneladas em 2023 e 2024 em
águas da UE e águas internacionais da subzona 10.