Portugal continua a ser dos países onde menos se paga por notícias 'online'
17 de jun. de 2024, 11:29
— Lusa
"Apenas
12% dos inquiridos afirmam ter pago por notícias 'online' no ano
anterior em Portugal, quando a nível global a percentagem se mantém nos
17%", refere o Reuters Digital News Report 2024 que é o 13.º relatório
anual do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) e o 10.º a
contar com informação sobre Portugal. Em 2024 participaram 47 mercados
de notícias, Portugal incluído.Enquanto
parceiro estratégico, o OberCom – Observatório da Comunicação colaborou
com o RISJ na conceção do questionário para Portugal, bem como na
análise e interpretação final dos dados.Tal
como em anos anteriores, "os portugueses que pagam por notícias
'online' continuam a preferir a subscrição em formato ongoing, contínuo,
independentemente da periodicidade do pagamento (34%), sendo que uma
proporção próxima paga por notícias digitais de forma indireta, pela
subscrição de outro serviço que inclui esse acesso a notícias em formato
digital (30%)".No universo dos
portugueses que pagam por notícias 'online', mais de metade (58%) pagam,
"no máximo, um valor entre 5 e 10 euros por mês, sendo que 26%, cerca
de um quarto, dizem pagar entre um e cinco euros por mês". "E
entre os que não pagam, 47% estariam dispostos a pagar, no máximo, um
valor entre 5 e 10 euros por mês, sendo de destacar que apenas 4%
estariam dispostos a pagar mais do que isso e 48% não sabem ou não
tinham a certeza no momento da resposta ao inquérito", remata.O
inquérito foi realizado em 47 mercados: Estados Unidos, Reino Unido,
Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Irlanda, Noruega, Suécia,
Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Países Baixos, Suíça, Áustria, Hungria,
Eslováquia, República Checa, Polónia, Croácia, Roménia, Bulgária,
Grécia, Turquia, Coreia do Sul, Japão, Hong Kong, Índia, Indonésia,
Malásia, Filipinas, Taiwan, Tailândia, Singapura, Austrália, Canadá,
Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru, México, Marrocos, Nigéria,
Quénia e África do Sul. O trabalho de campo foi realizado no final de janeiro/início de fevereiro.