Portugal com o maior número de sempre de alunos do ensino superior
2 de out. de 2023, 09:30
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o Ministério da
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior refere que 446.028 alunos
estiveram inscritos em 2022/23 nas universidades e politécnicos
portugueses, um aumento de 3% relativamente ao ano anterior.Dos
estudantes inscritos em instituições de ensino superior, 86.631 estavam
no setor privado, o que corresponde a 19,5% do total. Já na comparação
entre instituições, 30,5% dos estudantes estavam inscritos nos
politécnicos (135.833).Este aumento de
estudantes inscritos inscreve-se numa tendência que dura desde 2015-2016
(358.450), registando um crescimento acumulado de 24%. Portugal registou também 74.597 estudantes estrangeiros, o que representa 17% do total de inscritos.“Este
resultado reforça a confiança de que Portugal está no bom caminho para
atingir as metas de qualificação de longo prazo e que visam até atingir
até 2030 uma taxa média de frequência no ensino superior de 60% nos
jovens com 20 anos e atingir 50% de diplomados do ensino superior na
faixa etária dos 30-34 anos”, refere o ministério liderado por Elvira
Fortunato. Cerca de “75% dos estudantes
estavam inscritos em ciclos de estudos de formação inicial, distribuídos
por 21.263 em cursos técnicos superiores profissionais, 277.206 em
licenciaturas e 37.201 em mestrados integrados”, lê-se no comunicado.A tutela regista um aumento dos alunos nos 2.º e 3.º ciclos, com 82.610 inscritos em mestrados e 25.202 em doutoramentos.No
que respeita a áreas de formação, 22% dos alunos estão matriculados nas
áreas de ciências empresariais, administração e direito, 20% em
engenharia, indústrias transformadoras e construção e 16% em saúde e
proteção social. No ano passado, cerca de
um terço dos alunos (155.082) inscreveu-se pela primeira vez no 1.º ano,
com uma presença de mais mulheres do que homens em quase todas as áreas
de educação e formação.Entre os
estudantes estrangeiros, 24% (17.822) corresponde a alunos abrangidos
por programas de mobilidade internacional, como é o caso do Programa
Erasmus.No caso dos alunos estrangeiros
inscritos para a frequência de um ciclo de estudos integralmente em
Portugal, a maioria provém do Brasil (30%), seguida da Guiné-Bissau
(12%), de Cabo Verde (11,3%), de Angola (9,3%) e de França (6%).