Portugal com menos pedidos de asilo em 2024 e entre os países menos procurados
20 de jun. de 2025, 16:45
— Lusa/AO Online
No
total, foram registados 2.849 pedidos em 2024, enquanto em 2023 tinham
sido 3.083, com a maioria dos casos referentes ao Senegal (15%), Gâmbia
(14%) e Colômbia (9%), de acordo com o Relatório Anual sobre a Situação
do Asilo na União Europeia.Destes pedidos, 785 casos foram negados, um aumento de 500% em relação a 2023, ano em que foram recusados apenas 131 pedidos.Hoje,
dia mundial do refugiado, a Agência da União Europeia para o Asilo
(EUAA, na sigla inglesa), faz um balanço europeu deste tipo de proteção
internacional na Europa, num momento em que foi adotado o Novo Pacto em
matéria de Migração e Asilo.“Embora o
número de pedidos tenha diminuído 11% em 2024, os países da UE+ [União
Europeia, Noruega e Suíça] receberam mais de um milhão de pedidos de
proteção internacional pelo segundo ano consecutivo”, refere o relatório
anual.“Além disso, 4,4 milhões de pessoas
deslocadas da Ucrânia encontravam-se sob proteção temporária na Europa,
o que originou uma pressão contínua sobre os sistemas nacionais de
asilo e acolhimento”, referem os autores.Por
outro lado, “quase quatro quintos de todos os pedidos nos países da UE+
foram recebidos por apenas cinco países: Alemanha (237.000 pedidos),
Espanha (166.000), Itália (159.000), França (159.000) e Grécia
(74.000)”, com Portugal a ficar em 18.º lugar em toda a UE+.E
se forem analisados os pedidos de asilo em relação à dimensão
populacional, “Chipre e a Grécia receberam o maior número de pedidos per
capita”, com Portugal a ficar na metade mais baixa do ranking.“As
cinco principais nacionalidades dos requerentes de proteção
internacional em países da UE+ mantiveram-se idênticas às de 2023:
sírios (151.000 pedidos), afegãos (87.000), venezuelanos (74.000),
turcos (56.000) e colombianos (52.000)”, refere ainda o relatório.