Portugal com esperança mas consciente das dificuldades
Paralímpicos
20 de ago. de 2021, 11:56
— Lusa/AO Online
“O
que temos contratualizado no contrato-programa são quatro medalhas e 22
diplomas, mas é preciso lembrar que esses objetivos foram estabelecidos
antes da pandemia”, refere a chefe da missão portuguesa aos Jogos
Tóquio2020, à agência Lusa.Leila
Marques estabelece como “primeiro objetivo a conquista de recordes
pessoais e nacionais”, considerando que “tudo o que vier depois disso
será muito bom”.A
antiga nadadora, que chefiará 33 atletas de oito modalidades, lembra, a
título de exemplo, os impactos da pandemia na preparação dos atletas de
boccia, uma modalidade na qual Portugal tem grande historial.“Com
o encerramento das instalações desportivas, os atletas ficaram
impedidos de treinar durante muito tempo e, além disso, não tiveram
competições”, explica.Leila
Marques garante que apesar das dificuldades “inesperadas e que
atingiram atletas de todo o mundo” a comitiva está “confiante e com
esperança” e realça a importância de Portugal chegar a Tóquio com 17
estreantes e fazer a estreia nas modalidades de badminton e canoagem.“São
sinais de que, apesar das dificuldades, houve, e continuará a haver,
uma preocupação em renovar a equipa e em desenvolver o desporto
adaptado, e de que Portugal pensa já em Paris2024 e Los Angeles2028”,
refere.José
Lourenço, presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), também
assume “um sentimento de muita esperança em bons resultados, misturado
com alguma preocupação motivada pelo impacto da pandemia na preparação” e
destaca como um ponto importante deste ciclo a equiparação das bolsas e
prémios dos atletas paralímpicos às dos olímpicos.A
chefe de missão garante que “todos os atletas estão preparados pera
competir com a temperatura e humidade de Tóquio”, destacando a
importância do estágio de adaptação que ainda decorre em Fujisawa.Em
termos logísticos, os Jogos Paralímpicos, que se realizam entre
terça-feira e 05 de setembro, são, de acordo com Leila Marques, “um
desafio ainda maior que os anteriores, tendo em conta as contingências
impostas pela pandemia”.“Não
tem sido fácil gerir todo o processo, nomeadamente no que se refere a
situações relacionadas com a permanência dos atletas na aldeia
paralímpica, na qual os atletas só podem permanecer até 48 horas depois
de terminadas as suas competições”, explica.Ao
longo de 10 participações em Jogos Paralímpicos, nove das quais
consecutivas, Portugal conquistou 92 medalhas em Jogos Paralímpicos,
sendo o atletismo, com 53, o boccia, com 26, e a natação, com nove, as
três modalidades com mais pódios.