Porto vai acolher etapa da edição que assinala centenário em 2027
Volta
Hoje 11:39
— Lusa/AO Online
“Ninguém
se esquecerá de um acidente que nos marcou a todos. Há coisas que não
são controláveis. Dentro do que é controlável, esta edição foi um
sucesso. Queremos dizer que somos o primeiro município a associar-se a
uma competição épica, que cumprirá o centenário”, disse o presidente da
Câmara Municipal, Pedro Duarte, após a conclusão da 87.ª edição na Avenida dos Aliados.Sem se esquecer da
ocorrência que ditou a morte de Finlay Tarling, ciclista britânico que
tinha 19 anos e que colidiu com um veículo ligeiro de mercadorias em
Ponte de Lima, durante a oitava e antepenúltima tirada da edição deste
ano, na sexta-feira, o autarca vincou que a etapa de domingo, com um
circuito entre Porto e Vila Nova de Gaia foi “um sucesso”.Sem
esclarecer se a cidade ‘invicta’ vai integrar o roteiro da Volta de
2027 no último dia, com um traçado que proporcione um final semelhante
ao de domingo, com a vitória de Rui Oliveira (UAE Emirates), Pedro Duarte
assumiu que gostaria de proporcionar “uma etapa tão impactante como a
deste ano”Na conferência de imprensa
decorrida no átrio do edifício que é sede da Câmara Municipal do Porto, o
diretor de prova, Ezequiel Mosquera, assumiu que os últimos 11 dias
foram “os de menos trabalho” após dois meses em contrarrelógio para
garantir o percurso de 1.430 quilómetros que os ciclistas cumpriram
entre 5 de agosto e domingo.Convencido de
que a chegada ao Porto foi “digna de Volta a França”, o antigo ciclista
espanhol realçou que as futuras edições da Volta irão reunir chegadas
tradicionais, como as da Torre, da Senhora da Graça e de Fafe, com
traçados inéditos, num “país maravilhoso” em que se pode “fazer tudo em
termos de orografia”.“É preciso conservar
certos traçados, mas ir procurando traçados inéditos. Tínhamos muita fé
na dupla passagem pela Senhora da Graça e na etapa do Gerês. Há etapas
que são fáceis de negociar, mas difíceis de vender. A etapa do Gerês foi
belíssima. Tentaremos, dentro do possível, inovar sobre a tradição”,
salientou, enaltecendo ainda as crescentes audiências televisivas ao
longo da prova.O antigo corredor, natural
de Santiago de Compostela, reconheceu que “a nota negativa” da corrida
foi o “lapso de tempo dramático” que desencadeou a colisão entre Finlay
Tarling e o veículo ligeiro, tendo agradecido a postura do responsável
da NSN Development Team, o espanhol Ruben Plaza, com quem correu.“Agradeço
enormemente a elegância do seu diretor desportivo, que foi meu colega e
correu aqui em Portugal. Teve uma postura muito elegante e educada.
Temos de agradecer a sua postura, lamentar tudo isto e continuar”,
salientou.O presidente da Federação
Portuguesa de Ciclismo (FPC), Cândido Barbosa, enalteceu um traçado com
“abrangência de todo o território” de Portugal Continental e prometeu
trabalho para uma competição melhor em 2027, enquanto o secretário de
Estado do Desporto, presente na cidade ‘invicta’ para o encerramento da
corrida, realçou que a Volta a Portugal é um “veículo de promoção da
prática desportiva”.“É impressionante a
capacidade do ciclismo para atrair o público para ver os ciclistas à
porta de sua casa ou para se encontrar num outro lugar, no alto de uma
serra ou no centro de uma cidade. (…) Estou seguro que, no próximo ano, o
ano do centenário, vamos ter mais um grande evento desportivo”,
projetou.