Porto Santo defende mais restrições devido a risco de “transmissibilidade elevada”

Covid-19

4 de jan. de 2021, 12:19 — Lusa/AO Online

"Com o número de casos ativos conhecidos, à data, o Porto Santo torna-se num concelho com risco de transmissibilidade elevada, a par do Funchal, Câmara de Lobos e Ribeira Brava, o que nos causa grande apreensão e elevada preocupação", refere o presidente da autarquia, Idalino Vasconcelos, em comunicado.De acordo com os dados mais recentes, a ilha do Porto Santo, com cerca de 5.000 habitantes, regista 15 infeções ativas, num total de 23 casos confirmados desde 16 de março de 2020.Idalino Vasconcelos espera, por isso, que o Governo Regional decrete medidas mais restritivas, nomeadamente o adiamento da abertura ou encerramento das escolas, o controlo de passageiros com destino à ilha e o reforço da fiscalização.No domingo, o executivo madeirense aprovou novas medidas para conter os contágios com o vírus SARS-CoV-2, que incluem a proibição de circulação entre as 23:00 e as 05:00 em todo o território, a abertura progressiva das escolas em três concelhos, reforço da fiscalização e encerramento de bares e restaurantes às 22:30.No que diz respeito à abertura das escolas, tendo a região um universo de 52 mil elementos, entre professores, alunos e funcionários, o executivo adotou medidas específicas para os três concelhos com "maior incidência de casos": Funchal, Câmara de Lobos e Ribeira Brava.De acordo com as perspetivas do Governo Regional, nestes três concelhos, as escolas públicas e privadas devem reabrir até 11 de janeiro, depois testada a população escolar, enquanto nos restantes estabelecimentos de ensino nos demais municípios mantém-se o calendário definido, recomeçando as aulas hoje.No Porto Santo, o presidente da autarquia recomenda que todas as pessoas que estiveram fora da ilha no período de Natal e fim de ano se mantenham isoladas até à realização do teste à covid-19, que se realiza no quinto dia após o regresso. Idalino Vasconcelos anunciou também que vai convocar, com caráter de urgência, a Comissão Municipal de Proteção Civil, para avaliar e determinar orientações operacionais.