Portal e 'app' do SNS somam 46 milhões de exames médicos consultados no primeiro ano
8 de mai. de 2023, 08:37
— Lusa/AO Online
Segundo
adianta uma nota informativa do SNS e de outros serviços do
Ministério da Saúde, a partilha de resultados arrancou há precisamente
um ano e, desde então, o número de laboratórios aderentes aumentou
progressivamente, sendo que atualmente mais de 800 prestadores comunicam
resultados de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT)
através destes canais."Durante o último
ano, a partilha de resultados foi um enorme desafio para todos os
intervenientes, sendo um passo fundamental para automatizar e acelerar
procedimentos durante o atendimento nos cuidados de saúde primários.
Cada vez mais andaremos com os nossos exames médicos connosco, no nosso
telemóvel, evitando perdas de informação e a duplicação, quer tenham
sido prescritos no público ou no privado”, afirma, na nota informativa, a
presidente da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS, EPE),
Sandra Cavaca.De acordo com a informação
veiculada, a prescrição de MCDT de forma eletrónica nos cuidados de
saúde primários abrange, desde abril de 2022, todas as áreas. Assim, as
endoscopias gastrenterológicas, a medicina física e de reabilitação, a
pneumologia-imunoalergologia e radiologia são algumas das áreas
abrangidas, estando disponíveis resultados de TAC (tomografia axial
computadorizada), colonoscopias, entre outros. "Em
pouco mais de um ano, já foram prescritas mais de 27 milhões de
requisições eletrónicas, das quais mais de 90% foram totalmente
desmaterializadas (sem papel)", indica o documento.A
partilha de resultados dos exames - salientam os serviços do Ministério
da Saúde - tem contribuído para a melhoria dos processos digitais,
traduzindo-se em ganhos significativos para todo o sistema de saúde. "O
projeto irá avançar para outros âmbitos, nomeadamente para os exames
realizados em meio hospitalar. Facilidade, rapidez, transparência e
comodidade no acesso aos resultados dos exames médicos são mais-valias
para profissionais de saúde e utentes", conclui a nota.