População residente na Madeira atinge valor mais elevado dos últimos 11 anos
18 de jun. de 2025, 16:55
— Lusa/AO Online
Segundo
os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE),
em 31 de dezembro de 2024, a população residente na Madeira era de
259.440 pessoas, sendo 123.222 homens e 136.218 mulheres.De
acordo com a informação da DREM, esta região “manteve, pelo sexto ano
consecutivo, a tendência de crescimento populacional, com mais 2.818
pessoas face a 2023 (256.622 pessoas, 120.996 homens e 135. 626
mulheres)”, apontando que este “total populacional é o mais elevado
desde 2014”.Na análise é sublinhado que o
saldo migratório registado em 2024 (+3.599), “correspondente à diferença
entre os indivíduos que vieram de fora para residir na Região e os que
saíram, deixando de ser residentes, foi determinante para o aumento da
população residente neste ano, sendo o mais elevado desde que é apurado
pelo INE (1981)”.A DREM considera que
“este saldo compensou a evolução desfavorável do saldo natural
(diferença entre nados-vivos e óbitos), que, embora negativo, melhorou
face a 2023, passando de -1.040 para -781”.Ainda
destaca que os maiores acréscimos populacionais em termos relativos
foram registados nos municípios de São Vicente, Porto Santo e Porto
Moniz, apresentando todos os concelhos uma taxa de crescimento efetivo
positiva.A nota refere que, em 2024, a
densidade populacional da região era de 323,9 habitantes por quilómetro
quadrado, sendo o Funchal o município a registar o maior valor (1.418,6
Hab/KM2), contrastando com Porto Moniz, que apresentava o mais baixo
(31,3 Hab/Km2).A proporção de jovens
(população com menos de 15 anos) voltou a diminuir em 2024,
representando 11,9% da população total (12,2%, em 2023), sendo que o
índice de envelhecimento, que relaciona o número de idosos por cada 100
jovens, voltou a aumentar, fixando-se em 178,7 pessoas.“Os
valores mais baixos foram observados em Santa Cruz (116,1) e Câmara de
Lobos (117,4), sendo que em todos os municípios o número de idosos
supera o número de jovens”, acrescenta.Quanto
à idade mediana da população residente na região, que corresponde à
idade que divide a população em dois grupos de igual dimensão, passou de
46,9 anos (2023) para 47,2 anos (2024).O
número médio de filhos por mulher em idade fértil (15-49 anos),
traduzido pelo índice sintético de fecundidade, aumentou para 1,25
filhos por mulher (1,22 em 2023), “permanecendo consideravelmente abaixo
do valor necessário para assegurar a substituição das gerações (2,1
filhos por mulher em idade fértil)”, lê-se no documento.No
ano passado, aconteceram 1.793 nados-vivos, filhos de mães residentes
na Região, mais 46 crianças (+2,6%) em comparação com 2023,
correspondendo a uma taxa bruta de natalidade de 6,9 nados-vivos por mil
habitantes.No que diz respeito a
casamentos, o número atingiu o valor mais elevado dos últimos 17 anos
(1.225 casamentos), correspondendo a uma taxa bruta de nupcialidade de
4,7 casamentos por mil habitantes, em 2024.O
número de casamentos dissolvidos por morte de um dos cônjuges atingiu o
valor mais baixo desde que há registo (em 1981), tendo sido dissolvidos
932 casamentos por morte.“Em
consequência, a taxa bruta de viuvez atingiu um mínimo histórico de 3,6
viúvos por mil habitantes em 2024, diminuindo relativamente a 2023 (4
viúvos por mil habitantes)”, acrescenta a análise.