'Pontos quentes' são inovação em edição que será definida pelo Malhão
Volta ao Algarve
Hoje 10:58
— Lusa/AO Online
Neste século, apenas
as edições de 2000, 2003, 2013 e 2014 tiveram menos de 700 quilómetros,
uma vez que etapas mais longas são mais atrativa para os corredores do
WorldTour prepararem as principais provas do calendário internacional,
nomeadamente as clássicas.Assim, a partir
de quarta-feira, os ciclistas irão percorrer 673,7 quilómetros entre
Vila Real de Santo António, palco pela primeira vez de um arranque da
‘Algarvia’, e o alto do Malhão, que no domingo coroará o sucessor do
dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), ausente desta edição.
Tardiamente apresentado a 20 de janeiro,
com a justificação por parte da Federação Portuguesa de Ciclismo de
esta edição ter sido antecedida de eleições autárquicas, o percurso
ainda sofreu posteriores ajustes, até porque na quilometragem de cada
etapa foram inicialmente contabilizados os quilómetros neutralizados, um
‘erro’ inusitado numa prova desta dimensão.A
grande inovação desta 52.ª edição é a introdução de ‘pontos quentes’,
isto é, aglomerados de metas volantes, que os ciclistas vão enfrentar
logo nos 183,5 quilómetros entre Vila Real de Santo António e Tavira.Já
testado em provas belgas, o ‘quilómetro de ouro’, com três sprints
bonificados (que distribuem três, dois e um segundo aos primeiros três a
passar no risco) concentrados em pouco mais de 1.000 metros num troço
de empedrado na cidade de partida da primeira tirada, promete criar
nervosismo no pelotão antes da previsível chegada ao sprint. Na
quinta-feira, a Fóia representa o primeiro teste aos candidatos da
geral, que ali vão chegar após 147,2 quilómetros desde Portimão, num
trajeto em que sobem a Picota e o Alferce, encontrando ainda outra
contagem de terceira categoria em Casais.Já
depois de novo ‘ponto quente’, neste caso com dois sprints bonificados,
o pelotão inicia os 8,9 quilómetros da subida à Fóia, o ponto mais alto
do Algarve (902 metros), onde a meta coincide com uma contagem de
montanha de primeira categoria, por uma nova vertente com pendentes de
inclinação de 14%. A segunda etapa fará a
primeira grande seleção, mas as diferenças entre os favoritos deverão
ser ainda mais significativas após o contrarrelógio de 19,5 quilómetros
com partida e chegada a Vilamoura.Os
sprinters voltarão a ter uma oportunidade na quarta tirada, que liga
Albufeira a Lagos num total de 175,1 quilómetros e que inclui uma
primeira passagem pela meta 32,7 quilómetros antes do final.Caberá
ao inevitável Malhão definir a geral da 52.ª Volta ao Algarve, com uma
dupla passagem a recuperar uma aposta habitual da organização, que no
ano passado inovou ao converter aquela segunda categoria numa
cronoescalada.