Ponta Delgada aprova proposta de Carta Municipal de Habitação
Hoje 15:46
— Lusa/AO Online
O
anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Pedro Nascimento
Cabral, indicando que a proposta da Carta Municipal de Habitação foi
aprovada na reunião ordinária que decorreu na quarta-feira.O
documento agora aprovado define uma "estratégia integrada assente em
três grandes dimensões", baseada no “conhecimento aprofundado das
necessidades habitacionais do concelho, o planeamento territorial
prospetivo dessas necessidades e a definição de prioridades e metas
concretas”, adiantou a autarquia da ilha de São Miguel.Entre
os principais objetivos da Carta Municipal de Habitação destacam-se "a
promoção da habitação acessível, o reforço e reabilitação do parque
habitacional existente, a disponibilização de solo para fins
habitacionais e o combate a fenómenos de gentrificação e perda
populacional", acrescentou a autarquia em nota de imprensa.O plano visa, ainda, melhorar "as condições de vida das famílias mais vulneráveis", sublinhou a maior autarquia dos Açores.O
documento identifica como públicos-alvo prioritários as famílias em
situação de grave carência habitacional, os agregados de rendimentos
intermédios com dificuldades de acesso ao mercado imobiliário, os
jovens, a população idosa, bem como grupos socialmente vulneráveis e
comunidades desfavorecidas, garantindo “uma resposta diversificada e
inclusiva”, sublinhou o município.Segundo o
diagnóstico realizado no âmbito da Estratégia Local de Habitação,
existem atualmente 759 agregados familiares em situação de carência
habitacional em Ponta Delgada.O autarca
indicou que a proposta será submetida à Assembleia Municipal de Ponta
Delgada, depois de auscultados os órgãos de freguesia e após o período
de consulta pública de 30 dias.“Estamos
perante um instrumento absolutamente determinante para o futuro do
concelho, que nos permite planear, com rigor e visão estratégica, a
resposta às necessidades habitacionais das nossas populações, garantindo
mais coesão social, equilíbrio territorial e qualidade de vida”,
afirmou o autarca, citado na mesma nota.Pedro
Nascimento Cabral destacou, ainda, que a habitação “emerge como uma das
prioridades estruturantes” do atual executivo camarário, assinalando o
investimento que está a ser feito no parque habitacional do concelho, no
âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Programa 1.º
Direito.“Num contexto nacional e
internacional exigente, o município assumiu uma resposta robusta,
através da Estratégia Local de Habitação, mobilizando 19 milhões de
euros para enfrentar o défice existente e assegurar condições dignas às
famílias. Este investimento está a permitir a construção de 102 novas
habitações, distribuídas pelas freguesias de São Sebastião, São Pedro,
São José, Santa Clara, Fajã de Baixo, Arrifes e Ginetes. Trata-se do
maior esforço municipal de sempre na habitação”, elencou.Para
o autarca, “a habitação, pela sua natureza estruturante, deve ser
encarada como uma causa comum”, exigindo “responsabilidade e
solidariedade de todas as forças políticas”.