Ponta Delgada apresenta estratégia de combate à pobreza
27 de set. de 2022, 07:15
— Paula Gouveia
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento
Cabral, anunciou que o investimento na área social vai ser a prioridade
do próximo orçamento municipal.O anúncio foi feito na reunião
ordinária do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Coesão Social, onde
foi apresentada uma proposta da Estratégia Local Integrada de Combate à
Pobreza e Exclusão Social, a aplicar no concelho até 2026.O
documento que foi explanado por Gualter Couto, da empresa de consultoria
Fundo De Maneio, sugere um plano de ação com 61 medidas que se dividem
em oito objetivos estratégicos, integrados em cinco áreas prioritárias
que identificam os campos com maior necessidade de intervenção social no
concelho. “Este documento de trabalho é tão mais importante quando nos
confrontamos com um cenário de espiral inflacionista que irá acentuar
assimetrias no tecido social e económico a nível global; temos aqui
lançadas as bases e identificados eixos de intervenção concretos para,
em conjunto, podermos antecipar problemas e criarmos respostas sociais
atempadas e eficientes”, afirmou Pedro Nascimento Cabral, instando os
conselheiros a contribuírem com o “seu capital de conhecimento” na
definição da estratégia, refere uma nota do município.No que
respeita às áreas prioritárias, estas são a Educação e Formação
Generalizada, Proteção Social, Habitação, Emprego, Cultura e Saúde. E os
oito objetivos estratégicos são: “reduzir a pobreza e exclusão social
nas crianças e jovens, promover o sucesso escolar e combater o
absentismo em todos os níveis de ensino, desenvolver mecanismos que
promovam o envelhecimento ativo e novas soluções para idosos, pessoas
com deficiência ou com doença mental e dependentes que necessitem de
apoio”. E, por outro lado, deve procurar “alargar e reforçar as
respostas de habitação, diminuir o número de pessoas em situação de sem
abrigo, viabilizar um estilo de vida saudável e reduzir as dependências,
deter uma atuação de proximidade junto das pessoas com problemas de
saúde mental e outras formas de exclusão social”, bem como “possuir
mecanismos e projetos em áreas complementares que minimizem a pobreza e
exclusão social”.O diagnóstico combinou dados quantitativos e
estatísticos com os resultados de um inquérito a 62 entidades públicas e
privadas que lidam com públicos que sofrem de pobreza ou exclusão
social.