Polónia é principal país de acolhimento de refugiados da guerra
Ucrânia:
11 de jan. de 2023, 12:24
— Lusa/AO Online
À Polónia
seguem-se a Alemanha (36.385), Roménia (10.745) e França (8.835) com os
maiores números de refugiados ucranianos acolhidos, na sequência da
agressão de Moscovo que se iniciou em 24 de fevereiro de 2022.Face
a outubro, o número de ucranianos que receberam proteção temporária
recuou em 20 dos 26 Estados-membros com dados disponíveis, com as
maiores baixas a serem registadas na Polónia (-14.150), na Bulgária
(-4.420), na Irlanda (-2.005) e na Alemanha (-1.210).Por
outro lado, segundo o serviço estatístico da UE, os crescimentos mais
representativos foram observados em França (5.505) e na Roménia (2.320).Desde
o início da guerra, a Polónia é o país que maior número de ucranianos
acolheu (939.865), seguindo-se a Alemanha (901.930), a Espanha (153.760)
e a Bulgária (144.315).Portugal concedeu, em novembro de 2022, 965 estatutos de proteção temporária, um recuo face aos 1.165 do mês anterior.A
ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na
Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5
milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países
europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica
esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra
Mundial (1939-1945).Neste momento, 17,7
milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões
necessitam de ajuda alimentar e alojamento.A
invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a
necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança
da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade
internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e
imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.A
ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.952 civis
mortos e 11.144 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém
dos reais.