Políticos lembram Francisco pela sua humanidade, coragem e compaixão
Óbito/Papa
21 de abr. de 2025, 16:39
— Lusa/AO Online
Paulo Rangel (ministro dos Negócios Estrangeiros): “Rezo pelo Papa
Francisco. Como pessoa, como cristão, como católico, devo-lhe tanto.
Devemos-lhe tanto. Em Janeiro, tive a graça de estar com ele mais de
meia hora a sós. Francisco era o profeta do exemplo. Todos, todos,
todos, sentiremos, não a sua falta, mas a sua presença.”Pedro Duarte (ministro dos Assuntos Parlamentares e candidato à CM do
Porto): “Com profunda tristeza recebi a notícia da partida do Papa
Francisco. O seu exemplo de humildade, coragem e proximidade marcou uma
era. A sua voz, sempre do lado dos mais frágeis, ecoará muito para além
do seu tempo. Que o mundo saiba honrar o legado de um homem que fez da
fé uma ponte e da simplicidade uma força. Descanse em paz, Papa
Francisco.”Rita Alarcão Júdice (ministra
da Justiça): “Há pessoas que nunca morrem. A mensagem do Papa
Francisco, o cuidado que teve com todos, todos, todos, vai ficar para
sempre no nosso coração.”Joaquim Miranda
Sarmento (ministro de Estado e das Finanças): “Na segunda-Feira da
Ressurreição, nesta Páscoa da morte e Ressurreição do nosso salvador,
partiu para a casa do pai o nosso Papa Francisco. Um homem notável, de
uma profunda humanidade.”José Manuel
Fernandes (ministro da Agricultura e Pescas): “Hoje, despedimo-nos de um
líder que abriu portas, tocou corações e lutou por uma fé viva,
acolhedora e cheia de compaixão. Que o seu legado de inclusão e
esperança perdure por gerações e que o seu exemplo continue a
inspirar-nos na construção de um mundo melhor.”Pedro Reis (ministro da Economia): “Foi um Papa extraordinário
precisamente quando o Mundo mais precisava de humanidade e de proteção
aos mais necessitados”Nuno Melo
(ministro da Defesa Nacional): "Partiu um Homem ímpar e único. Tive o
privilégio de escutar o Papa Francisco no Parlamento Europeu e na JMJ
[Jornada Mundial da Juventude]. Para sempre ficará o exemplo de fé, o
sentido de justiça, a luta incessante contra as desigualdades e a
afirmação da paz como único caminho. Continuará a velar por nós."António José Seguro (antigo secretário-geral do PS): “O mundo perde
hoje uma referência ética e espiritual, que nos desafiou a construir
pontes e a cuidar uns dos outros com mais humanidade. Recordo a sua
atitude perante os abusos sexuais no interior da Igreja, o empenho no
diálogo ecuménico e a sua visão progressista em muitas áreas sociais”Carlos César (presidente do PS): “Seguia e apreciava muito este Papa,
desde o início do seu pontificado. O Papa que falou sobre todos. Que
aceitou as diferenças como parte de todos. Que insistiu numa Igreja com
voz na lembrança de todos os que são vítimas de injustiças como das
guerras, da depredação de recursos naturais como das intolerâncias.
Crentes ou não, as pessoas de boa vontade curvam-se perante a memória
dos seus esforços e da sua obra.”José
Luís Carneiro (deputado do PS e antigo ministro da Administração
Interna): “O Papa Francisco, na linha ecuménica do Concílio Vaticano II,
representa o diálogo, a compreensão entre religiões, a participação dos
crentes, a esperança na Redenção e na Dignidade. O valor do Perdão.
Fica um legado de proximidade e defesa dos Direitos Humanos!”Alexandra Leitão (deputada e candidata do PS à CM de Lisboa): “O Papa
Francisco tem sido uma voz de coragem, empatia e inclusão num tempo em
que o mundo parece ceder à intolerância e ao ódio. A sua luta por uma
sociedade mais justa e solidária para todos fez dele um farol de
esperança para milhões, católicos e não só. A sua ausência será sentida
profundamente, sobretudo num momento em que emergem forças que se
alimentam do individualismo e da desumanização para impor a divisão e o
desprezo pelo outro. Francisco fará uma imensa falta ao mundo.”Rui Tavares (co-porta-voz do Livre): “Morreu o Papa Francisco. E com
ele um humanista clássico, cuja voz não se calou perante as grandes
tragédias, particularmente a dos migrantes e refugiados da fome e da
guerra. Mas foi sobre Gaza que Francisco mais incomodou os
situacionistas, quando ousou dizer o óbvio: que a “guerra é sempre uma
derrota” e que a compaixão não pode ser adiada. No seu último livro, não
hesitou em nomear o horror: 'o que está a acontecer em Gaza tem as
características de um genocídio. Deve ser cuidadosamente investigado'. O
Papa, que telefonava diariamente para a paróquia de Gaza, talvez não
tenha mudado o curso da história, mas foi dos poucos a não se resignar
ao papel de espetador. E isso temos a obrigação de lhe agradecer. Aos
seus fiéis deixo condolências e um propósito: saber honrar a sua
memória”.Inês de Sousa Real (porta-voz
do PAN): “Papa Francisco deixa-nos um legado de humanidade e compaixão.
Esteve do lado do progresso e da paz, procurou combater a pobreza e as
desigualdades sociais, abrir a igreja aos desafios do Séc XXI, desde a
crise climática, passando pela defesa da democracia aos direitos dos
animais (...). A sua morte representa uma perda não apenas para a
Igreja, onde fez um caminho de inclusão, tolerância e de reparação, que
não apenas histórica, mas para todas as pessoas que partilham dos seus
valores. Associo-me por isso, com tristeza, ao pesar que hoje é sentido
globalmente.”CDS-PP: “Obrigado pelo exemplo de humanismo, solidariedade e fé. Até sempre, Papa Francisco!”Partido Ecologista “Os Verdes”: “O Partido Ecologista Os Verdes lamenta
o falecimento do Papa Francisco. Do muito que poderia ser referido a
propósito da ação do Papa Francisco, Os Verdes destacam a sua profunda
preocupação com o estado do Planeta, a degradação ambiental, as
alterações climáticas, para as quais contribui um crescimento suportado
numa lógica desregulada de produção e de consumo."O
Papa Francisco morreu hoje aos 88 anos, após 12 anos de um pontificado
marcado pelo combate aos abusos sexuais, guerras e uma pandemia.Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta a chegar à liderança da Igreja Católica.Francisco
esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral,
tendo tido alta em 23 de março. A sua última aparição pública foi no
domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer.