Polícias de Lisboa querem horário de oito horas para todos os operacionais

10 de dez. de 2019, 18:02 — Lusa/AO Online

A concentração foi convocada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que há mais de um ano exige junto do Cometlis que os polícias que fazem o patrulhamento a pé tenham um horário idêntico aos elementos da patrulha auto, como acontece em outros comandos da Polícia de Segurança Pública.“Os polícias que desempenham as funções de patrulha apeada esperam que o comando de Lisboa decida por um horário de oito horas, tal como os colegas que desempenham a função de patrulha auto”, disse à agência Lusa Rui Coelho, dirigente da ASPP de Lisboa. Segundo o sindicalista, os elementos da patrulha apeada trabalham seis horas por dia e “só têm direito a um fim de semana completo de dois em dois meses”, totalizando cinco num ano.“Aqueles que trabalham oito horas têm um fim de semana completo por mês e fazem precisamente as mesmas funções, a única coisa que difere é que uns andam a pé e outros de carro”, frisou.Rui Coelho afirmou ainda que esta diferença de horários decorre de um despacho de 2012 em que ficou estipulado que as funções de patrulha apeada têm o horário de seis horas por mês. No entanto, esta situação já foi alterada nos comandos de Coimbra, Viseu, Leiria, Évora, Faro e Setúbal, existindo “um silêncio” em Lisboa.Segundo a ASPP, os polícias "não querem fazer menos ou mais horas", reclamam "apenas um horário idêntico" para todos os operacionais que fazem patrulhamento.No final da concentração, os polícias entregaram no Cometlis um documento a reivindicar a aplicação de um horário de oito horas para a patrulha apeada para garantir “um melhor bem-estar dos polícias”, “facilitar e melhorar a gestão operacional dos meios humanos” e um fim de semana por mês”.