Polícia Judiciária afasta indícios de crime no incêndio do HDES

3 de fev. de 2025, 17:15 — Nuno Martins Neves

Não há indícios de crime no incêndio que paralisou o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada. Esta é a principal conclusão da investigação da Polícia Judiciária, levada a cabo pelo Departamento de Investigação Criminal dos Açores.Em declarações ao Açoriano Oriental, Renato Furtado, coordenador da PJ na Região, diz que a investigação conduzida pelo DIC dos Açores e que foi finalizada no dia 30 de dezembro de 2024, permitiu concluir que o incêndio teve origem nas baterias de condensadores.A investigação permitiu concluir, sem qualquer dúvida, que o incêndio teve origem no sistema de Baterias de Correção de Fator de Potência, também denominadas por baterias de condensadores”.E se o foco inicial das chamas está encontrado, o trabalho da PJ revelou que não há indícios de crime no incêndio.“A correlação de todos os indícios recolhidos permite afirmar, com elevado grau de certeza, que o incêndio deflagrou devido a circunstâncias acidentais, sem intervenção humana de natureza dolosa ou negligente”, afirmou. Ou seja, não há indícios de crime por ação, nem por omissão de ação, como sendo falhas óbvias na manutenção dos equipamentos que permitissem criar um nexo causal de possível negligência.De recordar que os inspetores da Polícia Judiciária iniciaram a investigação mal o incêndio foi considerado extinto, tendo concluído o seu trabalho no dia 30 de dezembro, remetendo, depois, as suas conclusões para o Ministério Público, entidade que agora ajuizará se arquiva o processo ou se solicita mais procedimentos.