Polícia frustra plano de ataque em liceu de Colónia

Alemanha

19 de nov. de 2007, 11:57 — Lusa / AO online

Um dos jovens, de 17 anos, suicidou-se na sexta-feira, depois de confrontado com as suspeitas da polícia, ao atirar-se para debaixo de um eléctrico. O alegado cúmplice, de 18 anos, foi detido também na sexta-feira e confessou os planos de atacar a escola a tiro, disse a mesma fonte. O atentado estava planeado para terça-feira, precisamente um ano depois de um aluno de uma escola de Emsdetten (Baixa-Saxónia) ter ferido a tiro 37 pessoas, suicidando-se em seguida. A polícia negou qualquer responsabilidade no suicídio do jovem suspeito, ocorrido no regresso a casa. A imprensa local sustentou que as autoridades não deveriam ter deixado o jovem sem vigilância, numa tal situação. "Nós fizemos tudo o que o Ministério Público ordenou", disse hoje, em Colónia, um porta-voz da polícia. No interrogatório, em que estiveram também presentes membros da direcção do Liceu Georg Buechner, que o jovem frequentava, "este deu uma imagem positiva", prontificando-se imediatamente a apagar imagens de um massacre numa escola que tinha colocado na Internet. Além disso, garantiu que a intenção era apenas "impedir que um tal massacre voltasse a acontecer", não dando quaisquer indícios sobre um possível suicídio, garantiu a polícia. Quanto ao outro jovem que foi detido, já confessou ter planeado com o colega ferir e matar professores e outros alunos no Liceu Georg Buechner. O mesmo jovem, que deverá ser presente ainda hoje a um juiz, para saber se continuará detido, justificou-se dizendo que era alvo de agressões por parte de outros alunos e que se sentia prejudicado. Em buscas aos apartamentos dos dois jovens, a polícia encontrou duas "bestas" com 16 setas, pistolas de ar comprimido (soft-air) e uma lista com 17 nomes de alunos e professores. A polícia apreendeu também os computadores dos suspeitos. O Liceu Georg Buechner esteve hoje fechado, mas o corpo docente reuniu-se para examinar as consequências do sucedido. Alunos e pais, entretanto, exigiram que haja maior controlo de posse de armas na escola e mais assistentes sociais e psicólogos.