Polícia do Quénia dispersa com gás lacrimogéneo e tiros dezenas de pessoas
9 de ago. de 2017, 11:44
— Lusa/AO online
Um
grande dispositivo policial foi deslocado para aquela zona, onde um
grupo de residentes bloqueou ruas com pedras e fogueiras após alegações
por parte da oposição de fraude nas eleições realizadas na terça-feira. Noutras
zonas do país, como em Kisumu (oeste), a polícia também lançou gás
lacrimogéneo para dispersar um pequeno grupo de manifestantes que saiu à
rua em apoio do candidato da oposição, Raila Odinga. Depois da
comissão eleitoral queniana ter divulgado os primeiros resultados
parciais que dão uma vitória ao presidente cessante, Uhuru Kenyatta, com
54,57% dos votos, contra 44,58% para Odinga, este denunciou uma fraude
através da pirataria do sistema informático de contagem dos votos. Segundo
Odinga, na contagem dos votos foi utilizada a identidade do diretor de
telecomunicações da comissão eleitoral Chris Msando, que foi assassinado
há 10 dias. O presidente da comissão, Wafula Chebukati, afirmou
que as denúncias da oposição vão ser investigadas, embora tivesse
adiantado que confia no sistema de contagem e transmissão dos votos. Perante
a tensão no país, o ministro do Interior, Fred Matiang'i, pediu aos
cidadãos, numa conferência de imprensa, que se abstenham "de qualquer
atividade que ponha em perigo a vida dos demais ou a estabilidade do
país".