Poiares Maduro em último na lista do PSD e direção reitera 8.º lugar para Açores
Europeias
13 de mar. de 2019, 18:06
— Lusa/AO Online
Antes do
início da reunião da Comissão Política Nacional, fonte oficial
social-democrata indicou que Miguel Poiares Maduro, ex-ministro Adjunto e
do Desenvolvimento Regional do Governo PSD/CDS-PP de Passos Coelho,
aceitou simbolicamente integrar a lista do PSD ao Parlamento Europeu no
último lugar, 29.º de uma lista composta por 21 efetivos e 8 suplentes,
em “sinal de apoio”.Em declarações aos
jornalistas na mesma ocasião, o secretário-geral do PSD, José Silvano,
salientou que, há dois meses, a comissão permanente do partido aprovou o
princípio de que apenas uma das Regiões Autónomas indicaria um nome nos
seis primeiros lugares da lista – este ano, a Madeira –, enquanto que a
outra teria direito ao oitavo lugar, também considerado elegível pelo
dirigente social-democrata.“Se a Comissão
Política Nacional aprovar este princípio será isto que acontecerá”,
afirmou José Silvano, antes do início da reunião da direção do PSD, que
decorre em Coimbra e antecede a do Conselho Nacional.Silvano
salientou que, quando o princípio foi aprovado, não havia ainda nomes
em cima da mesa e só depois a Comissão Política Regional dos Açores
decidiu indicar o antigo presidente da Assembleia da República, Mota
Amaral.
“Quem indicou o nome do dr. Mota Amaral foi a
Comissão Política Regional, lá sabe porquê, porque o princípio vale para
todos”, frisou.O secretário-geral do PSD
explicou que a ratificação desta decisão será levada à Comissão Política
Nacional (CPN), depois de a Comissão Política Regional dos Açores ter
contestado a legitimidade da permanente – núcleo duro da direção – para
tomar a decisão.“Vamos levar à Comissão
Política Nacional o princípio de que as Regiões Autónomas passem a ter
um lugar nos lugares eleitos no mandato anterior e outro num lugar
importante que consideramos também elegível, que neste caso é o oitavo
lugar”, justificou.Silvano acrescentou
que, se o segundo eurodeputado não for eleito, o deputado indicado por
uma das regiões passaria a representar as duas e teria um assessor da
outra região “para ajudar a levar a cabo o trabalho no Parlamento
Europeu”.“Fruto das circunstâncias de a
Madeira ter eleições este ano, o representante da Madeira ficará em
sexto lugar e os Açores em oitavo, se aceitar, se não ficará com
nenhum”, afirmou.O secretário-geral do PSD
recordou que, há cinco anos, os Açores ficaram com o terceiro lugar na
lista e a Madeira em sexto, e escusou-se a falar em nomes, antes da
reunião da Comissão Política Nacional.O
PSD/Açores indicou o antigo presidente da Assembleia da República Mota
Amaral como o nome a figurar nas listas ao Parlamento Europeu, com o
próprio a garantir que não será candidato “numa posição claramente não
elegível”, como o oitavo lugar.Há cinco
anos, o PSD concorreu às europeias em coligação com o CDS-PP e ficou em
segundo lugar com 26,7% (7 eurodeputados, seis dos quais do PSD), atrás
do Partido Socialista.Os
sociais-democratas eleitos em 2014 foram Paulo Rangel, Fernando Ruas,
Sofia Ribeiro (candidata indicada pelos Açores), Carlos Coelho, Cláudia
Aguiar (candidata indicada pela Madeira) e José Manuel Fernandes.A
reunião da Comissão Política Nacional do PSD começou pouco depois das
17:00 e o Conselho Nacional do PSD deverá arrancar pelas 21:00 para
aprovar a lista de candidatos às eleições para o Parlamento Europeu,
quando já são oficialmente conhecidos o cabeça de lista, o eurodeputado
Paulo Rangel, e a número dois, Lídia Pereira, presidente da juventude do
Partido Popular Europeu (YEPP).