PM remete avaliação para mais tarde mas está disponível para escrutínio
Incêndios
18 de ago. de 2025, 16:14
— Lusa/AO Online
Em
declarações aos jornalistas após ter assistido ao ‘briefing’ e estado
reunido com o comando da Proteção Civil, em Carnaxide, Luís Montenegro
foi questionado se se arrepende de não ter acionado o Mecanismo Europeu
de Proteção Civil mais cedo.Na resposta, o
primeiro-ministro salientou que esse mecanismo tem “regras de
funcionamento” e o Governo seguiu, do ponto de vista operacional, “as
indicações que foram dadas de conciliação entre o dispositivo de meios
aéreos” nacional e a necessidade de o poder reforçar, frisando que há
outros países europeus, inclusive no norte do continente, que também
estão a lidar com incêndios florestais.O
chefe do executivo salientou que a avaliação do ‘timing’ de acionamento
do Mecanismo Europeu de Proteção Civil não pode depender do critério do
primeiro-ministro ou do “palpite de nenhum político” – numa alusão ao
secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que tinha sugerido ao
executivo que o acionasse antes –, reiterando que deve obedecer a
“critérios de natureza operacional e de solidariedade entre todos os
parceiros”.“Nós seguimos aqueles que são
os critérios técnicos e operacionais. Verificaremos no final se isso
teve o enquadramento devido – a minha expectativa é que sim –, mas nós
seremos escrutinados como é normal numa democracia”, frisou.Luís
Montenegro garantiu que irá responder “perante os portugueses, perante a
Assembleia da República” e fá-lo-á “com frontalidade, com honestidade e
com sentido de responsabilidade”.“Este é um combate do país, nós estamos em guerra e temos de vencer esta guerra”, disse.O
primeiro-ministro referiu ainda que o Governo está, “desde o início”, a
“preparar todo o processo para que haja uma reposição da situação de
normalidade na vida de todos aqueles que foram afetados”, mas frisou
que, neste momento, é necessária uma “concentração absoluta no combate”.Confrontado
com declarações que tinha feito em 2022, quando tinha acusado o Governo
da altura de “manobras de distração” por associar as dificuldades no
combate aos incêndios a situações climatéricas e não à falta de
prevenção, o primeiro-ministro convidou os jornalistas a revisitarem o
contexto dessas declarações e a compararem-nas com o contexto atual. “O
contexto atual é, de facto, um contexto de uma severidade que não
encontra paralelo no país. A avaliação que estava a fazer nessa ocasião
era uma avaliação após 2017 [ano dos incêndios de Pedrógão Grande] e
tudo aquilo que se seguiu a um trabalho de recuperação”, disse, apesar
de salientar que não queria estar a “alimentar esse tipo de polémica”.