PM quer que próximos fundos da UE sejam repartidos pelos países e não só competitivos
Hoje 11:35
— Lusa/AO Online
"Nós
estamos a negociar por esta altura - até o final do ano, prevê-se - um
novo quadro financeiro plurianual da União Europeia, no âmbito do qual
vai haver uma diminuição dos fundos tradicionais para a Política
Agrícola Comum, para as políticas de coesão, numa perspetiva de dar uma
maior dotação àqueles outros fundos que terão uma natureza mais
concorrencial", disse Luís Montenegro na cerimónia de lançamento da
primeira pedra da fábrica de montagem de comboios da Alstom em Guifões,
Matosinhos (distrito do Porto), um investimento de 26,8 milhões de
euros.Segundo o primeiro-ministro, "não
está pré-determinado para que sítio é que vão, para que país é que vão,
para que empresas é que vão, para que áreas é que vão", mas sim que "que
a avaliação será feita pela excelência, pelo mérito, pela mais-valia
que os investimentos, o financiamento, podem trazer para o
desenvolvimento económico comum"."E é a
nossa preocupação, de Portugal, que haja uma repartição territorial e
geográfica também dessa fonte de financiamento", assegurou o chefe do
Governo.Luís Montenegro antecipou que se o
critério "for exclusivamente a excelência, à luz de uma escala
operacional, em princípio as grandes economias - a França, a Alemanha -
serão os maiores beneficiários desse financiamento"."Há
uma maneira de corrigir isto, e é uma maneira igualmente meritória,
igualmente de excelência, que é nós sabermos quando é que temos de estar
associados para termos a escala que é precisa para estar ao nível dos
grandes campeões" empresariais europeus, frisou.Segundo Luís Montenegro, "aí há países que podem ter uma palavra a dizer, e Portugal é um desses países"."Tem
boas empresas, tem boa engenharia, como vocês sabem, tem boa academia,
tem uma apetência enorme para as novas tecnologias, tem fatores de
competitividade que são hoje determinantes, como por exemplo o preço da
energia, e em particular da energia elétrica", em particular com as
energias de fonte renovável, destacou.O
chefe do Governo assinalou também a "segurança" e o país estar "na linha
da frente da simplificação e do combate à burocracia". "É
também com estes exemplos que nós podemos abalançar-nos aos grandes
projetos que a Europa terá de concretizar nos próximos anos", disse no
encerramento da sessão nas oficinas ferroviárias.