PM italiana congratula-se com proposta para criação de centros em países terceiros
Migrações
15 de out. de 2024, 15:21
— Lusa/AO Online
“É um caminho novo,
corajoso e sem precedentes, mas que reflete perfeitamente o espírito
europeu e deve ser empreendido também por outros países fora da União
Europeia (UE)”, disse em declarações no Senado.Uma
reunião informal, por iniciativa de Itália, terá lugar em Bruxelas à
margem da cimeira sobre migrações, marcada para quinta e sexta-feira,
reunindo os países mais interessados na questão migratória, acrescentou
Meloni.“A Itália deu um bom exemplo ao
assinar o protocolo Itália-Albânia (…) Dedicamos mais tempo para
garantir que tudo é feito da melhor forma possível e estamos satisfeitos
com os resultados deste trabalho”, sublinhou.“Estou
orgulhosa por a Itália se ter tornado um exemplo a seguir deste ponto
de vista”, adiantou Meloni, referindo-se ao interesse dos governos
francês, alemão, sueco e britânico na política italiana de gestão dos
fluxos migratórios.O governo de Giorgia
Meloni, líder do partido de extrema-direita Fratelli d'Italia, assinou
um acordo com Tirana no final de 2023 que prevê a criação de dois
centros na Albânia, a partir dos quais os migrantes podem pedir asilo.Este
acordo tem a duração de cinco anos e custa à Itália cerca de 160
milhões de euros por ano, além de fortalecer o seu apoio à adesão, já
pedida, da Albânia à União Europeia.O
acordo visa homens adultos intercetados pela Marinha ou guarda costeira
italiana na sua zona de busca e salvamento em águas internacionais e
prevê uma primeira verificação num navio militar, antes de uma
transferência para um centro no norte da Albânia, no porto de Shengjin,
para identificação, e depois para um segundo centro, numa antiga base
militar em Gjader.A presidente da Comissão
Europeia, Ursula von der Leyen, considera que a União Europeia deve
“explorar caminhos possíveis” para a criação de centros de deportação de
migrantes irregulares fora do território comunitário, proposta que
levará à cimeira de líderes da EU, como anunciou numa carta enviada na
segunda-feira a 14 países do bloco.Na
carta, a presidente da Comissão Europeia pede aos chefes de Estado e de
Governo europeus que “continuem a explorar possíveis caminhos a seguir”
rumo à “ideia de criar centros de deportação fora da União Europeia”.A
chefe do executivo comunitário, que iniciará o seu segundo mandato em
dezembro, lembrou aos 27 que terá um comissário específico para o
Mediterrâneo no seu novo colégio de comissários europeus, a quem
pretende confiar uma proposta de reforma da diretiva sobre regressos.