PM francês pede que não se baixe guarda perante ressurgimento da doença

Covid-19

3 de ago. de 2020, 16:55 — Lusa/AO Online

As declarações de Jean Castex foram feitas na cidade de Lille (norte da França), onde passou a ser obrigatório o uso de máscara em alguns “locais públicos abertos”, como acontece noutras zonas do país.“O vírus não está de férias e nós também não”, sublinhou o primeiro-ministro, defendendo a necessidade de “proteção contra o vírus sem ser preciso interromper as atividades económicas e sociais”, ou seja, “evitando a perspetiva de reconfinamento generalizado”.Em algumas regiões francesas, verifica-se “um aumento dos números da epidemia”, pelo que é necessário estar “mais atentos do que nunca”, insistiu Jean Castex.O primeiro-ministro elogiou os 14.000 testes já realizados na cidade de Lille, que enfrenta um ressurgimento dos casos de covid-19.“Peço a cada francês que permaneça muito vigilante, porque a luta contra o vírus depende, é claro, do Estado, das comunidades locais, das instituições, mas também de cada um de nós”, acrescentou Castex.O discurso das autoridades francesas evoluiu ao longo das semanas (e da evolução do conhecimento científico), passando de afirmações sobre a inutilidade da obrigação de usar máscara até à sua imposição em todos os locais públicos fechados a partir de 20 de julho, e agora também em algumas zonas públicas, como estâncias balneares ao longo da costa atlântica, passeios pitorescos no rio Loire ou mercados dos Alpes.As regras para o uso de máscaras ao ar livre entraram hoje em vigor e endurecem as regras adotadas no mês passado, que exigia o uso de máscaras em todas as lojas e locais públicos fechados.A partir de hoje, 69 comunas da região de Mayenne, no oeste da França, impuseram o uso de máscara ao ar livre, assim como partes da cidade de Lille, no norte, e da cidade costeira de Biarritz, no país basco francês.A França registou 7.000 novos casos de covid-19 na última semana, depois de ter conseguido controlar quase totalmente o vírus com o confinamento nacional de dois meses, contabilizando 30.265 mortes desde o início da pandemia.