PM francês acusa esquerda radical LFI de “escolher a guerra interna” em França
16 de jan. de 2025, 17:13
— Lusa/AO Online
“Está
a surgir um outro caminho para que um acordo nos permita construir um
futuro diferente”, afirmou o primeiro-ministro centrista nomeado a 13
de dezembro de 2024 pelo Presidente Emmanuel Macron, pouco antes de os
deputados analisarem uma moção de censura que os socialistas decidiram
não votar favoravelmente.O Partido
Socialista (PS, membro da coligação de esquerda Nova Frente Popular,
NFP) estava dividido sobre a votação da moção de censura apresentada
pelo LFI, ecologistas e pelos comunistas, mas decidiu que não vão votar a
favor.No
entanto, os socialistas não excluem a possibilidade de votar a favor da
próxima censura durante o orçamento e reiteram as suas “exigências”
neste domínio no âmbito das negociações com o Governo.Aos
socialistas, a presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet (do
partido presidencial Renascimento) pediu que ajam “com
responsabilidade"."Se o governo for
derrubado, nada de lei de emergência para Mayotte, nada de lei para os
nossos agricultores”, alertou no canal francês TF1.Num
contexto de instabilidade sem precedentes desde há décadas, e com a
França ainda sem orçamento para este ano, os deputados da Assembleia
Nacional – divididos em três blocos: aliança de esquerda, centro-direita
e extrema-direita e sem maioria absoluta - vão analisar e votar a 150.ª moção de censura à
Quinta República, regime em vigor desde 1958.