PM escocesa apresenta proposta formal para novo referendo sobre independência
19 de dez. de 2019, 11:12
— Lusa/AO Online
Numa
declaração em Bute House, residência oficial da chefe do governo
autónomo escocês, Sturgeon disse que os resultados do Partido
Nacionalista Escocês (SNP) nas eleições de 12 de dezembro, nas quais
conquistaram 48 dos 59 assentos eleitos na região, representam um
"mandato democrático" para realizar um segundo referendo no final de
2020."A Escócia deixou muito claro na
semana passada que não quer que um governo conservador liderado por
Boris Johnson nos tire da União Europeia", afirmou a também líder do
Partido Nacionalista Escocês (SNP). Um
documento com os detalhes da proposta, incluindo um esboço da
legislação, vai ser enviado hoje a Johnson, que disse anteriormente não
concordar com um novo referendo, alegando que deve ser respeitado o
resultado da consulta pública feita em 2014, quando 55% dos eleitores
votaram contra a independência.A via legal
para realizar um novo referendo implica que o governo britânico
transfira para o executivo escocês os poderes contidos na chamada Secção
30 da lei sobre a autonomia da Escócia, o que daria ao Parlamento
escocês a capacidade de convocar um referendo, tal como aconteceu em
2012. "Prevejo que, a curto prazo, vamos
simplesmente ouvir uma repetição da oposição do governo do Reino Unido.
Mas não devem ter a ilusão de que esse será o ponto final no assunto",
avisou nicola Sturgeon.O Partido
Conservador ganhou as eleições legislativas com uma maioria absoluta de
365 deputados e reiterou a determinação em concluir o processo do
'Brexit' para fazer o Reino Unido sair da União Europeia (UE) a 31 de
janeiro. No referendo de 2016, quando 52%
dos eleitores britânicos votaram a favor do 'Brexit', 62% dos escoceses
votaram a favor da permanência do Reino Unido na UE.