PM diz que estudantes não estão a ser formados para as necessidades do país
15 de nov. de 2024, 11:55
— Lusa/AO Online
“O
nosso sistema, ao fim e ao cabo, não está a formar as pessoas que nós
precisamos, está a formar as pessoas que outros precisam”, afirmou Luís
Montenegro.Segundo o primeiro-ministro, as
instituições devem ter esse aspeto em consideração, para evitarem que
os jovens, depois de formados, emigrem.“É
importante que as instituições correspondam a essa necessidade, porque
esse também é um caminho pelo qual nós podemos evitar que muitos dos
nossos estudantes, depois de atingirem as suas qualificações superiores,
não vão à procura de uma oportunidade para fora do país”, enfatizou o
governante.Luís Montenegro acentuou que
Portugal precisa que os jovens portugueses fiquem, mas precisa também
das pessoas que puder “atrair de outras geografias para virem ajudar a
erguer o país”.Durante a visita à Escola
Superior Agrária e à Escola Superior de Educação do IPCB, onde inaugurou
várias obras de requalificação, o primeiro-ministro elogiou a
instituição, por as duas escolas de ensino superior estarem a
“corresponder com as áreas formativas às necessidades do país”.Luís Montenegro também criticou a proliferação cursos que não sejam diferenciados.“Do
meu ponto de vista, e do ponto de vista do Governo, nós não temos de
andar a multiplicar as ofertas formativas em todas as instituições de
ensino superior”, referiu o governante.“É
importante e é bom que muitas das ofertas atinjam graus de
especialização em determinadas instituições de ensino superior. Que não
seja ensinar tudo igual em todo o lado, mas, sobretudo, que não se
esteja a ensinar e a conduzir os estudantes a estudarem coisas que
depois não têm oferta no mercado de trabalho”, frisou Luís Montenegro.O primeiro-ministro acrescentou que as unidades de ensino superior precisam “atrair, reter e formar”.Luís Montenegro vincou que o seu Governo não veio “para deixar tudo na mesma”, mas para mudar e “para transformar”.O
governante justificou a visita ao IPCB com a necessidade de “alimentar
esta chama” de valorizar as instituições em territórios de menor
densidade populacional e a sua relação com as empresas, para que
contribuam para fixar pessoas.