PM defende que valorização se deve a reestruturação e "gestão competente” nos últimos dois anos
TAP
Hoje 14:56
— Lusa/AO Online
O Governo anunciou, após a reunião do Conselho de Ministros, que selecionou a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.Na declaração aos jornalistas, em que não respondeu a perguntas (que apenas puderam ser dirigidas ao ministro das Infraestruturas), Luís Montenegro afirmou que a proposta hoje selecionada “resulta numa valorização total da companhia em 2.552 milhões de euros”.“Um valor muito, eu diria mesmo muitíssimo, acima das avaliações independentes perspetivadas há alguns anos ou mesmo há alguns meses”, defendeu.O primeiro-ministro referiu que, em 2023, ano da decisão da privatização, “a avaliação da TAP estava entre os 700 e os 1.700 milhões de euros” e, no arranque de funções do seu primeiro Governo, em 2024, “essa avaliação não ia além de 350 milhões de euros”.“Esta valorização, nós não temos dúvidas, foi fruto do intenso trabalho de reestruturação e de gestão competente levado a cabo nos últimos dois anos”, considerou.Na sua intervenção, o primeiro-ministro elogiou a forma como decorreu a primeira fase da privatização da companhia aérea.“Um processo conduzido com rigor concorrencial, exigência negocial e total transparência perante os portugueses”, elogiou.Nas duas propostas que chegaram à fase final, a da Lufthansa e do grupo Air France/KLM, Montenegro considerou que estavam assegurados os pilares definidos pelo Governo para este processo.“Desde logo o reforço do ‘hub’ e a sede da empresa em Lisboa, a preservação da marca e da identidade portuguesa da companhia, a conectividade territorial com as Regiões Autónomas, a manutenção das rotas da diáspora e dos mercados lusófonos e o reforço das ligações estratégicas, o respeito pelos trabalhadores e pela estabilidade laboral e a sustentabilidade e viabilidade financeira da empresa a médio e a longo prazo”, sintetizou.O primeiro-ministro reiterou que apenas a integração da TAP num “grande grupo de aviação global” permitiria “o fim da dependência do dinheiro dos contribuintes portugueses”.“A integração da TAP nesta plataforma global, a Lufthansa, é equivalente a colocar a nossa companhia aérea dentro de um dos maiores grupos europeus, no caso o maior, mas também o quarto maior grupo a nível global, se estivermos a falar em receitas”, sublinhou.Montenegro considerou que, com a decisão hoje anunciada, o Governo garante “o crescimento da TAP, da frota, dos passageiros, dos destinos e das ligações”, bem como do investimento, não só na TAP, “mas em toda a área aeronáutica em Portugal”.O primeiro-ministro agradeceu “o esforço dos portugueses” pela injeção, nos últimos anos, de 3.200 milhões de euros na empresa e que não pôde ser aplicado noutras áreas.“A nossa ambição é dar asas à TAP para que ela voe cada vez mais e voe cada vez mais longe. E é a nossa convicção e a minha convicção que hoje garantirmos o futuro da TAP e trazermos esperança a todos os portugueses”, considerou.