PM britânico pede apoio de deputados a confinamento em Inglaterra
Covid-19
2 de nov. de 2020, 12:14
— Lusa/AO Online
Numa
declaração aos deputados, da qual excertos foram revelados
antecipadamente, o chefe do Executivo vai justificar a necessidade de
tomar estas medidas rapidamente devido ao agravamento da situação
epidémica."Modelos produzidos pelos nossos
cientistas sugerem que, a menos que atuemos agora, poderemos registar
no inverno duas vezes mais mortes do que na primeira vaga. Perante estes
números mais recentes, não há alternativa senão tomar mais medidas a
nível nacional", vai justificar.Antecipando
as críticas da oposição, que tinha defendido um confinamento nacional
durante outubro, tal como um grupo de cientistas, Boris Johnson vai
defender a sua estratégia anterior, de "controlar o vírus a nível local"
com um sistema de vários níveis de restrições.A declaração, na parte da tarde, será seguida por um debate, mas a votação só está prevista para quarta-feira.O
primeiro-ministro foi forçado a anunciar o confinamento no sábado, numa
conferência de imprensa em Downing Street marcada à pressa devido a uma
fuga de informação que revelou os planos à imprensa britânica.As
novas medidas determinam que 'pubs' e bares, restaurantes e comércio
não essencial, ginásios ou cabeleireiros fechem durante quatro semanas,
mas escolas, faculdades e infantários vão permanecer abertos.As
pessoas devem reduzir deslocações e trabalhar a partir de casa se
puderem, mas vão poder fazer exercício e socializar em espaços públicos
ao ar livre com uma mais uma outra pessoa de outro agregado familiar.Este
novo confinamento afeta apenas Inglaterra, pois as regras para matérias
de saúde são da responsabilidade dos governos autónomos da Escócia,
País de Gales e Irlanda do Norte. Boris
Johnson disse que o confinamento vai durar até 02 de dezembro, e que
espera voltar à abordagem de restrições locais, mas em declarações à Sky
News, no domingo, o ministro do Conselho de Ministros, Michael Gove,
não excluiu um prolongamento.Apesar de ter
o apoio da oposição, o primeiro-ministro deverá enfrentar críticas de
deputados do seu próprio Partido Conservador, que receiam o impacto do
confinamento na economia.