PM britânico confirma que governo aceita adiamento até 31 de janeiro
Brexit
28 de out. de 2019, 17:57
— Lusa/AO Online
Johnson
lembrou que o adiamento foi "imposto ao governo contra a sua vontade"
por uma lei aprovada pelo parlamento, e que, nos termos do diploma,
teria de aprovar a proposta da União Europeia. "Devo
fazer a minha opinião clara de que este prolongamento indesejado da
permanência do Reino Unido na UE é prejudicial para a nossa democracia e
para a relação entre nós e os nossos amigos europeus", vinca. O
primeiro-ministro prometeu que não vai "perturbar deliberadamente o
funcionamento da UE", mas que vai defender os direitos do Reino Unido
enquanto fizer parte do bloco. Os 27
Estados-membros da União Europeia concordaram hoje com um novo adiamento
do ‘Brexit' até 31 de janeiro, oferecendo, contudo, ao Reino Unido a
possibilidade de abandonar mais cedo o bloco caso o parlamento ratifique
o Acordo de Saída.A extensão flexível do
período do Artigo 50.º do Tratado da UE permitirá ao Reino Unido sair
mais cedo do bloco caso o parlamento britânico aprove finalmente o
acordo firmado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, e por Bruxelas e
já ratificado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27.O
governo apresentou uma moção propondo a realização de eleições
legislativas antecipadas a 12 de dezembro, mas precisa do apoio de dois
terços dos 650 deputados, equivalente a 434 deputados.Se
for chumbada, como em duas ocasiões em setembro, outros dois partidos
da oposição, os Liberais Democratas e o Partido Nacionalista Escocês
(SNP) anunciaram a intenção de introduzir um projeto de lei para agendar
as eleições para 09 de dezembro. Desta forma, as eleições podem ser viabilizadas por uma maioria simples.