"Playback" sobre Carlos Paião é o filme português mais visto do ano
Hoje 16:37
— Lusa/AO Online
De acordo com dados
estatísticos do Instituto do Cinema e do Audiovisual, “Playback” foi visto por 11.190 espectadores entre quinta-feira, dia de
estreia, e domingo, e registou cerca de 77.797 euros de receita de
bilheteira.Com estes quatro dias em sala,
“Playback” é o filme português mais visto este ano nos cinemas e supera a
longa-metragem “Projecto Global”, de Ivo M. Ferreira, que se estreou em
abril e somou 9.208 espectadores.No
panorama geral dos filmes exibidos entre quinta-feira e domingo
passados, o mais visto em Portugal voltou a ser "Homem-Aranha: Um novo
Dia", com 124.666 entradas. Desde que se estreou, a 30 de julho, já
contabilizou 485.803 espectadores.O filme
“Playback”, de Sérgio Graciano, recorda e reinterpreta alguns dos
momentos da vida e da carreira do músico Carlos Paião, como a passagem
pelo Festival da Canção, a formação em Medicina e o casamento com Zaida
Cardoso.“Quis fazer a história do homem e
não a história do mito. Foi um homem brilhante, um letrista incrível”,
afirmou o realizador Sérgio Graciano no final de julho, na antestreia do
filme em Lisboa.“Playback” é protagonizado pelo ator Rafael Ferreira, escolhido num 'casting' entre mais de duas centenas de candidatos.O
ator iniciou carreira em 2017, tem algumas experiências em teatro,
cinema e televisão, mas considera que este é o seu “primeiro trabalho de
maior destaque e também uma grande responsabilidade”, pela homenagem
que presta ao músico, como recordou à Lusa em dezembro passado, durante a
rodagem.“Playback” conta ainda com
interpretações de Laura Dutra, Beatriz Brás, Mariana do Ó, Rita Durão,
António Mortágua, Anabela Moreira e Albano Jerónimo, entre outros.A
banda sonora é assinada pelo músico Paulo Furtado, ou The Legendary
Tigerman, que 'retrabalhou' as canções de Carlos Paião, com os músicos
que habitualmente o acompanham e também com o ator Rafael Ferreira.Entre
as músicas de Carlos Paião escolhidas para a banda sonora há um
inédito, “Lisboa Lisboa”, que o cantor nunca chegou a editar e que,
segundo Paulo Furtado, "é uma canção de amor dedicada a Lisboa”, como
descreveu à Lusa em julho, quando tocou com Rafael Ferreira no festival
Alive, em Oeiras.O filme é uma produção da
Caos Calmo, tem argumento de Mário Cenicante e contou com a colaboração
de Zaida Cardoso, a mulher de Carlos Paião.Carlos
Paião nasceu em 01 de novembro de 1957, em Coimbra, e morreu a 26 de
agosto de 1988, na sequência de um acidente de automóvel. No meio destas
duas datas, estava um homem que estudou Medicina, mas que se decidiu
pela música, tendo composto mais de duas centenas de canções, muitas das
quais já integradas no cancioneiro pop português.
Compôs, entre outras, "Cinderela", "Pó de arroz", "Vinho do Porto",
"Souvenir de Portugal" e "Playback", e deixou os álbuns “Algarismos”
(1982) e “Intervalo” (1988).Ao longo da
carreira, colaborou com o humorista Herman José - escreveu para ele as
canções da personagem Serafim Saudade - e também com Amália Rodrigues,
Lenita Gentil e Mísia, entre outros cantores.