Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar valoriza oceano pela gastronomia
Hoje 10:11
— Ana Carvalho Melo
A Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar, sediada nos Açores, liga
pescadores, produtores, chefs e investigadores em torno da valorização
do mar através da gastronomia, da qualidade e da sustentabilidade.Na
sessão de abertura da conferência de apresentação da Plataforma
Nacional das Cozinhas do Mar, que decorreu em Ponta Delgada, Carlos
Moura, presidente da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e
Similares de Portugal, explicou que a Plataforma Nacional das Cozinhas
do Mar se vem juntar às plataformas nacionais já em funcionamento: pão,
chocolate e pastelaria.“As plataformas nacionais da área formam um
ecossistema estratégico de valorização da cultura gastronómica
portuguesa que dinamiza produtos com identidade própria e relevância
económica, cultural e turística”, explicou, recordando que a Plataforma
Nacional das Cozinhas do Mar nasceu a 26 de fevereiro de 2026, data em
que o Governo dos Açores e a AHRESP lançaram esta iniciativa
estratégica, que ficará sediada nos Açores.O responsável da AHRESP
referiu ainda que se trata de uma plataforma colaborativa que liga
pescadores, produtores, chefs e investigadores para valorizar o mar
através da gastronomia, da restauração e das pessoas que trabalham
diariamente com os seus produtos, empresas e territórios.Nesse
contexto, referiu que o objetivo é promover o conhecimento, a inovação e
a identidade gastronómica, aliados à qualidade e à sustentabilidade,
porque valorizar o mar significa valorizar toda a comunidade, atuando em
três eixos: empresas, pessoas e território.Assim, através de
iniciativas que ligam conhecimento, gastronomia e território - como
conferências e encontros, rotas de restaurantes e formação -,
pretende-se valorizar as dinâmicas locais, desenvolver experiências
gastronómicas e incentivar o consumo sustentável.Por sua vez, o
presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, considerou que a
Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar vem demonstrar a convicção de
que Portugal é “maior com e por causa dos Açores”, sendo o mar a maior
marca da identidade do arquipélago. “A maior identidade dos Açores
está no mar. E este mar que afinal de contas nos separa também pode ser
valorizado enquanto matéria que usamos. Sim, nós, os utilizadores do
mar, da dimensão oceânica de Portugal, podemos valorizar o nosso futuro
com especial sensibilidade para a economia azul que interessa aos
Açores, que interessa ao país, que interessa porventura ao planeta que é
a humanidade”, afirmou, referindo que, ao assumir este papel na
Plataforma Nacional das Cozinhas do Mar, a região pretende transformar a
sua “exuberante dimensão oceânica” numa forma de afirmação geopolítica e
geoestratégica, garantindo que Portugal seja “maior com e por causa dos
Açores”.Neste contexto, o governante explicou que existem três
ideias-chave fundamentais na parceria com a Plataforma Nacional das
Cozinhas do Mar: identidade, qualidade e excelência, e dimensão nacional
e global.“Portugal é maior com e por causa dos Açores, e através
desta plataforma pretendemos sinalizar três conceitos fundamentais: uma
identidade, assente no mar que é a nossa maior marca; uma qualidade e
excelência, que transforme os recursos endógenos numa experiência
inesquecível geradora da vontade de repetição; e uma dimensão nacional e
global, que afirma a posição geopolítica e geoestratégica do país
através da nossa exuberante dimensão oceânica”, afirmou.